PUBLICIDADE

Brasileira morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva era servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) – (crédito: Material cedido ao Correio)

A brasileira Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva, de 69 anos, servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), morreu após ser atacada por um homem em situação de rua em Buenos Áires, na Argentina . Segundo a filha, que concedeu entrevista exclusiva ao Correio, Maria Vilma foi empurrada por um homem com transtornos psiquiátricos enquanto caminhava por uma região que frequentava rotineiramente. A queda causou um traumatismo craniano fatal.

Durante o percurso, Maria Vilma foi atacada de forma repentina. “Uma pessoa com doença psiquiátrica, empurrou minha mãe. Ela caiu, bateu a cabeça e sofreu um traumatismo craniano”, disse Carolina.

Maria Vilma ainda foi socorrida com vida. “O policial que atendeu o caso me mandou mensagem avisando que estava no hospital com ela. Quando cheguei, ela já estava inconsciente. Teve muito sangramento e, da madrugada de quinta para sexta, ela veio a falecer”, contou a filha.

A polícia argentina inicialmente registrou o caso como tentativa de homicídio, mas com a morte confirmada, a investigação passou a ser tratada como homicídio. Desde então, a família enfrenta uma batalha burocrática para conseguir liberar o corpo e levar Maria Vilma de volta para Goiânia. Segundo Carolina, o hospital não pôde emitir o atestado de óbito por se tratar de uma morte violenta, e o corpo foi encaminhado à Morgue Judicial, equivalente ao Instituto Médico Legal (IML) brasileiro.
    O problema, segundo a filha, é que a autópsia não foi realizada de imediato, o que impediu qualquer avanço nos trâmites legais. “Mandaram o corpo para a morgue na sexta-feira e não fizeram a autópsia. Disseram que precisava de um perito, mas ele não foi no final de semana. Isso travou tudo”, desabafou.

Carolina explicou que a família só conseguiu informações concretas após buscar pessoalmente respostas em diferentes órgãos argentinos. “Fica um jogando para o outro. A polícia diz que é com a fiscalia (como o Ministério Público) e a fiscalia diz que é com a comissaria (delegacia). Se não sou eu, minha prima e minhas amigas indo atrás, a gente não teria informação nenhuma”, relatou.

Apoio do consulado e vaquinha para transporte

A filha contou que o Consulado do Brasil em Buenos Aires tem prestado apoio e orientações sobre o trâmite burocrático. “Eles estão nos ajudando com a parte legal, mas a situação é muito lenta. Ontem fomos ao consulado e à delegacia, e nos informaram que a autópsia será feita na quarta-feira. Estamos torcendo para que seja liberado o corpo logo”, disse.

Enquanto aguarda o laudo e a autorização das autoridades argentinas, a família iniciou uma vaquinha virtual para arcar com os custos do translado do corpo ao Brasil. “Eu faço absoluta questão de levar minha mãe para um enterro digno em Goiânia”, afirmou Carolina.

Uma vida entre dois países

Maria Vilma costumava dividir seu tempo entre Goiânia e Buenos Aires, onde acompanhava a filha nos estudos. “Ela ficava seis meses no Brasil e seis meses aqui comigo. Sempre vinha para me dar apoio, era minha companheira em tudo”, contou Carolina.

Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva era servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) – (crédito: Material cedido ao Correio)

correioweb

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS