
Uma exibição desastrosa do zagueiro Fabrício Bruno foi a fagulha necessária para incendiar o Japão no segundo tempo e decretar a primeira derrota do Brasil para o Japão em 15 duelos. Depois de sofrer apenas um gol em cinco jogos sob o comando de Carlo Ancelotti, a defesa comandada pelo italiano amargou três em 19 minutos em uma pane total no Ajinomoto Stadium, em Tóquio. Até então, somente a Bolívia havia marcado, de pênalti, na altitude de El Alto, na Bolívia, pela última rodada das Eliminatórias para a Copa de 2026.
A falta de entrosamento deixou o Brasil sob pressão no início da partida. O Japão usava as pontas para sufocar os laterais da Seleção, principalmente Carlos Augusto pela direita. O lance mais agudo passou na frente da meta defendida pelo goleiro Hugo Souza e o centroavante Ueda não alcançou a bola para concluir a trama.
Envolvente nas triangulações pelos lados, o Brasil abriu o placar em uma delas. Paulo Henrique iniciou o lance, chamou Lucas Paquetá para a tabela, o meia preferiu dar a bola para Bruno Guimarães e o volante serviu Paulo Henrique em profundidade. O lateral-direito invadiu a área e finalizou de esquerda para superar o goleiro Zion Suzuki. Foi o primeiro gol de um jogador do Vasco desde 2012, quando o volante Rômulo marcou na derrota por 4 x 3 para a Argentina sob o comando de Mano Menezes.
O segundo gol partiu novamente dos pés de um meia. Posicionado do lado esquerdo, Lucas Paquetá usou a zona de conforto dele para acionar Gabriel Martinelli. O ponta invadiu a área e finalizou para ampliar o placar e dar uma falsa superioridade ao Brasil no amistoso.
Carlo Ancelotti começou a mexer na Seleção na tentativa de colocar a casa em ordem, mas o sistema defensivo estava em pane. Frágeis, Fabrício Bruno e Lucas Beraldo foram facilmente vencidos pelo centroavante Ueda depois de uma cobrança de escanteio de Ito. Ele cabeceou sozinho para decretar a virada em Tóquio. Antes do gol japonês, Matheus Cunha havia balançado a rede, porém estava impedido e não evitou o vexame.






