
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta segunda-feira (23) de uma reunião de alto nível em Seul com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung. No encontro, os dois líderes defenderam a ampliação da cooperação entre os países em áreas como comércio, minerais estratégicos, tecnologia e intercâmbio cultural.
Durante a agenda oficial, foram assinados dez memorandos de entendimento que tratam de temas como política industrial e comercial, economia digital com foco em inteligência artificial, agricultura, saúde, biotecnologia, intercâmbio entre pequenas e médias empresas e ações conjuntas de segurança contra crimes cibernéticos, tráfico de drogas e outras ameaças transnacionais.
Os dois governos também sinalizaram a intenção de elevar o relacionamento bilateral ao nível de parceria estratégica e de atuar de forma conjunta em favor da estabilidade na Península Coreana.
Em discurso, Lula afirmou que Brasil e Coreia do Sul possuem áreas de interesse em comum e grande potencial de cooperação. Ele destacou que o Brasil é o principal destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina e que a Coreia do Sul figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia, com fluxo comercial de cerca de 11 bilhões de dólares.
O presidente brasileiro informou ainda que foi firmado um acordo-quadro voltado à integração comercial e produtiva entre os dois países, com o objetivo de facilitar o comércio, promover a harmonização de regras e dar mais segurança jurídica às empresas.
Lula ressaltou que o Brasil possui reservas relevantes de minerais estratégicos, como terras raras e níquel, e que o governo pretende atrair investimentos sul-coreanos para agregar valor às cadeias produtivas desses recursos. O presidente também citou avanços nos procedimentos sanitários que podem permitir a exportação de carne brasileira para o mercado sul-coreano.
Outro ponto discutido foi a retomada das negociações comerciais entre o Mercosul e a Coreia do Sul, que estavam paralisadas desde 2021. Segundo as autoridades, há interesse mútuo em reabrir o diálogo para ampliar o comércio entre os blocos.
As lideranças também adotaram um plano de ação com metas para os próximos quatro anos, prevendo cooperação em áreas que vão desde minerais estratégicos até setores de defesa, espaço e segurança alimentar.




