247 – A cozinheira Raquel de Souza Lopes, de 54 anos, foi deportada dos Estados Unidos e presa nesta quinta-feira (5) ao desembarcar no aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela havia sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado, além de associação criminosa e dano ao patrimônio público. Os relatos foram publicados no Poral Uol.
A informação foi divulgada após a chegada da bolsonarista ao Brasil, em meio ao avanço das investigações e condenações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O caso se soma ao balanço atualizado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator dos processos ligados à trama golpista.
A foragida permaneceu no país vizinho até novembro de 2024, quando autoridades argentinas passaram a prender brasileiros que escaparam do sistema judicial após os atos de 8 de janeiro. Diante do cerco, ela voltou a fugir, desta vez com apoio de outros militantes.
Atravessando o território mexicano, Raquel entrou nos Estados Unidos em 12 de janeiro de 2025, cruzando a fronteira com o Texas. A Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) informou que ela foi detida por imigração ilegal e que seria deportada.
Com a deportação confirmada, Raquel acabou presa assim que retornou ao Brasil, ao desembarcar em Minas Gerais.
Condenações

O caso ocorre em meio ao avanço das condenações no Supremo Tribunal Federal contra participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro. Três anos após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, a Primeira Turma do STF já condenou 1.399 pessoas acusadas de participação na tentativa de abalar a democracia e o funcionamento das instituições brasileiras.
Outras 50 pessoas seguem em prisão domiciliar, enquanto 15 permanecem detidas preventivamente. Entre os presos preventivos está Felipe Martins, ex-assessor do Jair Bolsonaro, apontado como um dos nomes ligados ao núcleo político da tentativa de ruptura institucional.
A prisão de Raquel de Souza Lopes reforça o cerco a foragidos condenados pelo STF e evidencia o rastreamento internacional de militantes envolvidos nos atos golpistas, mesmo após tentativas de fuga para países vizinhos e entrada irregular em território estadunidense.






