
Com a Black Friday se aproximando, marcada para 28 de novembro, especialistas alertam consumidores para o aumento de tentativas de golpes digitais durante o período de promoções. Levantamento da Serasa Experian aponta que, em 2024, foram registradas 32,4 mil tentativas de fraude evitadas, que poderiam gerar R$ 51,8 milhões em prejuízos para empresas e consumidores.
Embora as mulheres tenham realizado mais compras durante a promoção, os homens foram mais frequentemente alvo dos criminosos digitais. A pesquisa também identificou que os Millennials, com idades entre 28 e 43 anos, foram os principais compradores e vítimas: 29,8% das fraudes ocorreram nesse grupo, em um total de mais de 2 milhões de transações registradas.
Pico de golpes na madrugada
O estudo apontou que o maior número de ataques ocorreu na madrugada, entre 0h e 2h, período de menor fluxo de compras, quando a taxa de tentativa de fraude dobrou, atingindo 2% às 3h da manhã. Em contrapartida, o volume de transações atingiu o pico entre 13h e 14h, ultrapassando 300 mil pedidos por hora.
O Sudeste concentrou a maior parte das compras online, com 3,1 milhões de pedidos, dos quais 0,6% foram bloqueados antes de causar prejuízo, evitando R$ 30,4 milhões em perdas. Já o Norte apresentou a maior taxa proporcional de tentativas de fraude (1,04%), embora o volume total de transações fosse menor, com 130 mil compras.
O PIX foi utilizado em 570 mil pedidos, movimentando R$ 184 milhões. Apesar da praticidade, especialistas alertam que o método ainda não conta com os mesmos filtros antifraude aplicados a cartões de crédito, aumentando o risco de ataques.
Como se proteger na Black Friday
Para reduzir o risco de cair em golpes durante as promoções, especialistas recomendam algumas medidas de segurança:
- Desconfie de descontos extremos: ofertas acima de 70% em produtos novos geralmente são suspeitas.
- Cheque o endereço do site: sites falsos costumam apresentar pequenas alterações no domínio, erros de português ou imagens de baixa qualidade.
- Cuidado com mensagens suspeitas: links recebidos por SMS, e-mail ou redes sociais podem direcionar a sites falsos.
- Evite pressa: mensagens de estoque acabando ou cronômetros regressivos podem ser usadas para induzir decisões rápidas.
- Não use Wi-Fi público: redes abertas facilitam roubo de dados.
- Prefira múltiplas formas de pagamento: desconfie de pedidos que exigem apenas PIX ou boleto.
- Cartões virtuais e autenticação em duas etapas (2FA): adicionam camadas extras de proteção nas transações.
- Pesquise a loja: verifique CNPJ e consulte avaliações em órgãos de defesa do consumidor.
O que fazer em caso de fraude
Se identificar um golpe, especialistas orientam reunir provas (prints, e-mails e comprovantes), comunicar imediatamente o banco, registrar boletim de ocorrência online e denunciar o site ao Procon. Ferramentas de monitoramento podem ajudar a detectar o uso indevido de dados na internet e na Dark Web, permitindo ações rápidas para minimizar prejuízos.






