
Depois de afirmar a conselheiros que Flamengo não vai deixar a Libra, o presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, mais conhecido como Bap, aproveitou para alfinetar Leila Pereira e rebateu a declaração da mandatária do Palmeiras de que o time carioca “deveria jogar sozinho” se não concorda com a divisão de receitas dos direitos de transmissão.
A crise entre o Flamengo e os demais membros da Libra se arrasta desde o início do ano e chegou ao auge quando o clube carioca, por meio de uma liminar da Justiça do Rio, impediu o pagamento de R$ 77 milhões da Globo aos membros do bloco.
Em 2024, a Libra fechou com a Globo, em contrato até 2029, com valor anual de R$ 1,17 bilhão, mais uma variação referente ao serviço de pay-per-view Premiere. O dinheiro teria a seguinte divisão: 40% iguais para todos da primeira divisão, 30% segundo a posição na tabela e 30% por audiência.
Esses últimos 30% são o motivo de toda a discordância confusão. Os demais clubes entendem se tratar de um cálculo simples, com a divisão para cada um conforme o percentual de audiência sobre essa parcela. O Flamengo discorda e diz que acordo prevê o cálculo com base na contribuição de cada plataforma às receitas de transmissão e streaming. Porém, não houve definição sobre quanto cada uma (TV aberta, TV fechada e streaming) contribuem.
Incomodados com a postura do Flamengo, clubes da Libra desejam que acordo seja respeitado e estudam até mesmo a possibilidade de tirar o rubro-negro carioca do bloco. A questão sobre a divisão dos direitos de transmissão se tornou pauta central da gestão de Bap, que assumiu no início do ano, e não deve abrir mão dos interesses do Flamengo.
A Libra é formada por Atlético-MG, Bahia, Brusque, Ferroviária, Flamengo, Grêmio, Guarani, Palmeiras, Paysandu, Red Bull Bragantino, Remo, Santos, São Paulo e Volta Redonda. O Vitória desembarcou do bloco e assinou com a Liga Forte União, mas a mudança só terá efeito prático a partir de 2030, quando uma nova rodada de negociações pelos direitos de transmissão acontece.






