
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos provocou repercussão política interna neste sábado (3/1), com declarações de apoio de aliados do presidente Donald Trump, manifestações do Departamento de Estado e avaliações no Congresso americano de que a ofensiva chegou ao fim.
Poucas horas após o anúncio da ação militar, Trump elogiou publicamente a operação, afirmando que se tratou de uma iniciativa “brilhante” e necessária. Em entrevista ao New York Times, o republicano afirmou estar satisfeito com a condução do governo no episódio. “Eu adoro este trabalho”, disse, ao ser questionado sobre decisões de política externa em seu segundo mandato.
No mesmo sentido, o subsecretário de Estado Christopher Landau celebrou a captura do líder venezuelano e adotou um tom simbólico. “Um novo amanhecer para a Venezuela. O tirano se foi. Agora, finalmente, enfrentará a Justiça por seus crimes”, escreveu, também no X. A mensagem reforçou o discurso do governo Trump de que a ação teria como objetivo “restaurar a democracia” no país sul-americano.
Nos bastidores de Washington, a repercussão também reacendeu debates antigos que marcam a relação entre os dois países desde 2013. Parlamentares e integrantes do governo voltaram a citar a não legitimação, pelos Estados Unidos, das reeleições de Maduro em 2018 e 2024, além das sanções impostas por Washington após denúncias de violações de direitos humanos. Entre 2019 e 2023, os EUA chegaram a reconhecer o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, o que levou ao rompimento de relações diplomáticas com Caracas.
Apesar do tom de celebração adotado por aliados do presidente, setores do Congresso acompanham com cautela os próximos passos do governo. A sinalização oficial de que não haverá novas ofensivas militares busca reduzir tensões internas e internacionais, mas parlamentares democratas já defendem maior transparência sobre os desdobramentos jurídicos e diplomáticos da custódia de Maduro nos Estados Unidos.
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