
A Apple demitiu dezenas de funcionários de sua divisão de vendas nas últimas semanas como parte de um processo de reestruturação interna. A medida tem como objetivo aprimorar a oferta de produtos e serviços destinados a empresas, instituições de ensino e órgãos governamentais, segundo informou a própria companhia.
Os cortes envolveram gerentes de contas responsáveis por atender grandes corporações, escolas e entidades públicas, além de equipes que operavam centros de reuniões e demonstrações utilizadas para apresentar produtos a potenciais clientes. Em alguns casos, os trabalhadores tinham entre 20 e 30 anos de atuação na empresa.
De acordo com informações divulgadas pela Bloomberg, aproximadamente 20 cargos das equipes de vendas da empresa na Austrália e na Nova Zelândia foram eliminados. Nos Estados Unidos, os setores voltados ao atendimento de agências governamentais, como o Departamento de Defesa e o Departamento de Justiça, também foram afetados pelas demissões.
Esta não é a primeira reestruturação promovida pela gigante de tecnologia. Em 2024, a Apple já havia realizado cortes em equipes ligadas ao desenvolvimento de inteligência artificial e na área de serviços, motivados pelo cancelamento de projetos e pelo cenário econômico instável.
O movimento acompanha uma tendência observada em outras grandes empresas do setor. No início do mês, a Amazon anunciou a eliminação de mais de 14 mil postos de trabalho, enquanto a Meta extinguiu centenas de vagas relacionadas a projetos de inteligência artificial.
Os funcionários desligados poderão se candidatar a vagas internas até 20 de janeiro. Após esse prazo, aqueles que não forem recolocados serão desligados definitivamente, com direito ao pacote de rescisão definido pela empresa.






