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Anvisa aprova medicamento que pode reduzir crises de epilepsia

Anvisa aprova novo medicamento para epilepsia | Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento indicado para o tratamento de epilepsia em adultos que continuam apresentando crises mesmo após o uso de diferentes terapias. O remédio, chamado Xcopri, tem como princípio ativo o cenobamato.

De acordo com a agência reguladora, o medicamento atua reduzindo a atividade elétrica anormal no cérebro, mecanismo associado às crises epilépticas. A expectativa é que o tratamento ajude a diminuir a frequência das convulsões em pacientes que não obtiveram resposta adequada com outros medicamentos.

Estudos clínicos apontaram resultados positivos entre pacientes que participaram dos testes. Parte deles apresentou redução significativa no número de crises após o uso do medicamento em diferentes dosagens diárias.

Apesar da aprovação do registro sanitário, o medicamento ainda não pode ser comercializado imediatamente no país. Antes de chegar ao mercado, será necessário que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabeleça o preço máximo de venda.

A eventual oferta do remédio pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também dependerá de avaliação técnica da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e de decisão final do Ministério da Saúde.

O uso do medicamento não é recomendado para pessoas com síndrome do QT curto familiar, uma condição genética rara que pode provocar alterações no ritmo do coração.

A epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por crises recorrentes causadas por descargas elétricas anormais no cérebro. Essas crises podem durar alguns segundos ou minutos e variam de intensidade, podendo afetar apenas uma região do cérebro ou envolver os dois hemisférios.

Além das convulsões, a doença pode trazer impactos na qualidade de vida, incluindo maior risco de acidentes, dificuldades sociais e problemas relacionados à saúde mental, como ansiedade e depressão.

No Brasil, o tratamento da epilepsia é oferecido pelo Sistema Único de Saúde, que disponibiliza diagnóstico, acompanhamento médico e medicamentos para controle das crises. Em casos mais complexos ou quando os sintomas não são controlados com medicamentos, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado e avaliação de outras formas de tratamento.

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