
O remédio para Alzheimer conhecido como Kisunla (donanemabe), desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, recentemente chegou ao Brasil, trazendo novas esperanças para o tratamento dos estágios iniciais da doença. Este medicamento atua retardando a perda cognitiva em pacientes acometidos por essa condição. Contudo, o seu elevado custo, que pode ultrapassar a marca de R$ 30 mil mensais, e a disponibilidade restrita apenas a clínicas e hospitais particulares, representam obstáculos significativos para muitos.
A agência reguladora de saúde brasileira, a Anvisa, aprovou o Kisunla em abril deste ano. O medicamento faz parte de uma nova geração de tratamentos para o Alzheimer, emergindo após décadas sem inovações significativas na área. Seu mecanismo envolve o uso de um anticorpo monoclonal que visa eliminar as placas beta-amiloides, proteínas que se acumulam no cérebro e são características da doença.
O Kisunla é indicado exclusivamente para pacientes que apresentam comprometimento cognitivo leve ou demência leve relacionados à doença. Administra-se o medicamento por via intravenosa, mensalmente, em ambiente clínico. Além disso, a duração do tratamento depende do progresso clínico individual e da resposta à medicação, podendo durar até 18 meses. Durante os testes clínicos, os pacientes que receberam o Kisunla mostraram uma redução de até 35% na progressão da doença em comparação aos que receberam placebo. Por fim, correspondeu a um atraso de 4,4 meses no declínio cognitivo.