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Alunos, professores e comunidade protestam contra fechamento de escola estadual em Água Branca

Alunos, professores e membros da comunidade escolar de Água Branca manifestaram indignação, revolta e insatisfação diante do anúncio do fechamento do turno da tarde da Escola Estadual CEJA Luiz Padre, instituição com mais de 40 anos de história e referência na oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no município.

De acordo com relatos dos estudantes, a situação veio à tona no dia 6 de janeiro, quando alunos e responsáveis compareceram à escola para realizar a renovação das matrículas e foram surpreendidos com a informação de que a unidade não funcionará no mesmo estabelecimento nem ofertará o turno da tarde no ano letivo. Segundo a comunidade escolar, não houve comunicação prévia oficial por parte da Secretaria de Educação, o que gerou insegurança e revolta entre os alunos.

Os estudantes afirmam que o encerramento do turno da tarde afeta diretamente quem depende desse horário para conciliar os estudos com o trabalho, atividades domésticas e cuidados com a família. Muitos alegam que não têm condições de estudar em período integral ou apenas à noite, seja por compromissos profissionais, seja pelo aumento da violência urbana, que dificulta o deslocamento no período noturno.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da Secretaria de Educação sobre as reivindicações apresentadas.

A escola CEJA Luiz Padre atende majoritariamente jovens e adultos que, por diversos motivos, não conseguiram concluir o ensino fundamental ou médio na idade regular. Para esses alunos, o fechamento do turno representa um sério risco de evasão escolar, realidade já preocupante no cenário educacional brasileiro.

Em documento encaminhado à Secretaria de Educação do Estado do Piauí, os alunos do CEJA Luiz Padre solicitam a reavaliação urgente da decisão, a apresentação de esclarecimentos oficiais, além da adoção de alternativas que garantam a continuidade dos estudos dos alunos afetados. Eles reforçam que o fechamento do turno da tarde representa, na prática, a exclusão de uma faixa etária que mais necessita de políticas públicas educacionais e de incentivo à permanência na escola.

Professores e moradores do município também se somam ao protesto, destacando a importância histórica e social da instituição, que ao longo de mais de quatro décadas contribuiu para a formação educacional e profissional de centenas de água-branquenses.

A comunidade cobra sensibilidade do poder público e ressalta que, ao invés de fechar turnos ou reduzir a oferta, o Estado deveria fortalecer programas de incentivo à educação de jovens e adultos, combatendo a evasão escolar e ampliando o acesso ao ensino para quem mais precisa.

canal121

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