
As ações de empresas petrolíferas ajudaram a conter uma queda mais intensa do Ibovespa nos negócios desta segunda-feira (2). O mercado acionário brasileiro também opera em baixa, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que se espalharam pela região.
As produtoras e exportadoras de petróleo destoam do restante do mercado, impulsionadas pela forte alta do preço internacional da commodity em meio ao cenário de conflito. Tanto o barril do WTI quanto o do Brent operam próximos de US$ 80, após terem avançado mais de 10% nos momentos de máxima.
Entre os destaques de alta estão os papéis da PRIO (PRIO3), seguidos por Brava Energia (BRAV3). As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras também abriram em forte valorização, embora tenham reduzido parte dos ganhos ao longo da manhã. A PetroReconcavo também operava em alta.
A Petrobras, uma das companhias de maior peso no Ibovespa, contribui para limitar uma queda mais acentuada do índice. A empresa se beneficia de um petróleo mais caro no mercado internacional, embora também seja importadora de combustíveis refinados.
“Quando o preço do petróleo sobe, encarece a gasolina importada, mas também aumenta a receita do petróleo exportado”, explica o economista André Perfeito, da Garantia Capital. Segundo ele, a condição de autossuficiência comercial do Brasil em petróleo altera de forma relevante a relação do país com o mercado externo.
Já para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, a alta do petróleo nem sempre é positiva para a empresa. “A Petrobras tem uma política de preços que nem sempre repassa essas variações, especialmente em ano eleitoral. Em outros momentos, a elevação do petróleo já foi negativa para a companhia.”