No aniversário de 173 anos da capital piauiense, História de Teresina, de Clodoaldo Freitas, ressurge como leitura fundamental para compreender a cidade em seus primeiros passos. Inicialmente um folhetim publicado entre março de 1911 e abril de 1912, o livro reaparece ilustrado, comentado e, como todo clássico, atual.
A obra proporciona ao leitor um passeio pelos primeiros 60 anos de Teresina, contemplando as instituições e os artefatos urbanos voltados à religiosidade, ao lazer, à instrução, ao comércio, à administração e à filantropia. A segunda edição, organizada e comentada pelos historiadores Teresinha Queiroz e Ronyere Ferreira em 2020, foi publicada pela Editora Mentes Abertas (SP), com 480 páginas que recompõem, em detalhe, o processo de transferência da capital e o cotidiano de uma cidade em formação.
“Clodoaldo Freitas investiga, à maneira do seu tempo, as condições do viver em uma cidade em formação, suas limitações materiais, desafios econômicos e interesses políticos de seus governantes”, observa Ronyere Ferreira.
A primeira edição impressa só apareceu em 1988, lançada pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves. Desde então, tornou-se referência para pesquisadores e curiosos pela história da capital.
Para a presidente da Academia Piauiense de Letras, Fides Angélica Ommati, a obra é uma homenagem viva à capital aniversariante:
“Reeditar História de Teresina é devolver à cidade o seu espelho mais antigo e fiel. É oferecer aos teresinenses a possibilidade de percorrer, página a página, as ruas, os ideais e as contradições de uma Teresina que nascia sob o olhar arguto de Clodoaldo Freitas. Em seus 173 anos, a capital se reconhece nesse relato inaugural, onde história e identidade se entrelaçam como patrimônio vivo.”
O autor
Clodoaldo Freitas nasceu em Oeiras, em 7 de setembro de 1855, e faleceu em Teresina em 29 de junho de 1924. Intelectual multifacetado, foi magistrado, político, jornalista, historiador, romancista, contista, cronista, biógrafo e polemista. Fundador e primeiro presidente da Academia Piauiense de Letras, também integrou a criação da Academia Maranhense de Letras.