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Petróleo acima de US$ 100 fortalece dólar e muda apostas de juros nos EUA

Dólar | Divulgação/Valter Campanato/Agência Brasil

A recente valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, tem fortalecido o dólar e provocado novas projeções sobre a política monetária dos Estados Unidos.

O índice Bloomberg Dollar Spot Index, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas globais, alcançou 1.205,11 pontos, registrando avanço de 0,19% e se aproximando do nível mais alto em quase dois meses.

No mercado brasileiro, o dólar foi cotado a R$ 5,1574 no pregão da quarta-feira (11), praticamente estável, com leve variação negativa de 0,05%.

Enquanto isso, o petróleo do tipo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril. A alta ocorreu após episódios que geraram preocupação no mercado internacional de energia, incluindo o esvaziamento de um terminal de exportação em Omã, próximo ao Estreito de Ormuz, além de ataques registrados contra navios em águas próximas ao Iraque.

Especialistas avaliam que o aumento no preço da energia pode ter impacto direto sobre a inflação nos Estados Unidos. Esse cenário tende a influenciar as decisões do Federal Reserve, o banco central americano responsável por definir a política de juros do país.

Economistas do banco Goldman Sachs, entre eles Manuel Abecasis e David Mericle, projetam que o petróleo Brent deve permanecer próximo de US$ 98 por barril durante março e abril. A expectativa é que o preço recue gradualmente ao longo do ano, podendo chegar a cerca de US$ 71 no último trimestre.

Com a pressão inflacionária provocada pelo petróleo mais caro, analistas avaliam que o início do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos pode ser adiado. A previsão anterior indicava uma possível redução em junho, mas agora o mercado considera que a decisão pode ficar para setembro.

No mercado financeiro, indicadores de opções também apontam maior confiança na valorização do dólar. Um dos termômetros utilizados pelos investidores mede a diferença entre apostas de alta e queda da moeda americana frente às principais moedas do mundo e atingiu seu nível mais elevado desde o final de 2022.

Analistas destacam que a combinação de juros elevados por mais tempo e o impacto do petróleo mais caro sobre países importadores de energia contribui para sustentar a valorização da moeda americana.

Esse movimento reforça o comportamento conhecido como “petrocurrency”, que descreve a tendência do dólar de se fortalecer quando o preço do petróleo sobe, devido ao papel central da moeda nas transações globais de energia.

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