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Piauí tem maior diferença salarial entre homens e mulheres no setor público. Veja ranking

Diferença salarial entre homem e mulher | Imagem criada por IA

O Piauí aparece na última posição do indicador de equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual entre as unidades da federação. Os dados fazem parte do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o estado ocupa a 27ª posição, com pontuação 56,1, indicando uma das maiores diferenças salariais entre homens e mulheres dentro da administração pública estadual no país.

O indicador analisa a diferença percentual do salário médio entre homens e mulheres no setor público estadual. A metodologia considera fatores como idade, escolaridade e raça para estimar o prêmio salarial, utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Mulheres ainda recebem menos

Segundo os dados da PNAD, no nível estadual, as mulheres recebem em média 71% do salário dos homens. Esse cenário evidencia a persistência da desigualdade de gênero no mercado de trabalho, inclusive dentro do setor público.

O objetivo do indicador presente no ranking é estimular políticas de equidade salarial, e não privilegiar um grupo em detrimento de outro. Por isso, os estados que apresentam menor diferença salarial — ou seja, valores mais próximos de zero — obtêm melhores pontuações.

Na prática, quanto menor o distanciamento entre os salários de homens e mulheres, melhor é o desempenho do estado no ranking.

Contraste com estados mais equilibrados

Enquanto o Piauí aparece na última colocação, São Paulo lidera o ranking, seguido por Sergipe e Acre, estados que apresentam as menores diferenças salariais entre gêneros no serviço público estadual.

Em alguns casos, os dados indicam até uma leve vantagem salarial feminina, refletindo maior equilíbrio ou políticas remuneratórias mais homogêneas.

Desafio para políticas públicas

Contraste com estados mais equilibrados

O resultado evidencia um desafio para a gestão pública piauiense no que diz respeito à promoção da igualdade de gênero na remuneração. Especialistas apontam que políticas de transparência salarial, revisão de estruturas de carreira e ampliação do acesso das mulheres a cargos de maior remuneração podem contribuir para reduzir essa disparidade.

O indicador integra um conjunto de métricas que avaliam diferentes áreas da gestão pública no país. O ranking completo pode ser consultado no site oficial do Ranking de Competitividade dos Estados, que reúne análises comparativas sobre desempenho econômico, social e institucional das unidades da federação.

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