
Na tarde desta terça-feira (10), a comunidade Grinalda de Ouro, em Gilbués, no Piauí, viveu momentos de tensão e indignação com a chegada de um grupo de grileiros que iniciou atividades de desmatamento e destruição ambiental na região. Moradores afirmam que tratores passaram sobre nascentes e vegetação nativa, comprometendo fontes de água essenciais para a comunidade.
Segundo relatos locais, mães e trabalhadoras rurais se posicionaram diante das máquinas, gritando e pedindo que os trabalhos fossem interrompidos. O ambiente foi descrito como de medo e apreensão, enquanto a população buscava proteger os recursos naturais da região.
Os invasores alegaram à comunidade que teriam autorização da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) para a supressão da vegetação, além de outorga para uso da água. No entanto, organizações que defendem os direitos das comunidades e do meio ambiente contestam essas alegações.
O Coletivo de Povos e Comunidades do Cerrado, a Comissão Pastoral da Terra e a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos estão acompanhando o caso de perto. As entidades denunciam possíveis irregularidades nas autorizações concedidas e pedem a suspensão imediata das licenças, além da intervenção do Instituto de Terras do Piauí (Interpi) para garantir a proteção da comunidade.
Até o momento, a Semarh não se posicionou oficialmente sobre o ocorrido. A população local reforça o pedido de paralisação das atividades e investigação rigorosa, destacando a necessidade de preservação ambiental e respeito aos direitos da comunidade.






