
A Rua Beneditinos, no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina, apresenta sérios problemas de infraestrutura que colocam em risco a segurança de moradores e pedestres. Buracos profundos, calçadas irregulares e mato alto dificultam a circulação e tornam o trajeto especialmente perigoso para pessoas com deficiência visual e demais pedestres que transitam diariamente pela via.
Segundo relatos, a situação se agravou após intervenções realizadas pela Águas de Teresina na rede de abastecimento. Serviços anteriores deixaram buracos expostos e sem reparo, aumentando o risco de acidentes. Frequentadores relatam quedas graves, com fraturas em braços e pernas, e situações de perigo constante.

O presidente da Associação dos Cegos, Luís Sampaio, destacou que muitos associados já sofreram acidentes nesse trecho. Ele relata que pessoas com deficiência visual chegaram a se ferir seriamente ao tropeçar em buracos, enquanto outras precisam percorrer o caminho com extrema cautela.
A professora da associação, Yusabel França Nunes Ribeiro, comentou sobre as dificuldades enfrentadas diariamente: “É muito arriscado. Além de desviar dos carros, temos que prestar atenção aos buracos e às calçadas irregulares. Não há acessibilidade e caminhar aqui diariamente exige cuidado extremo.”

A Superintendência de Desenvolvimento Urbano da Zona Sul (SDU Sul) informou que a Rua Beneditinos integra o conjunto de vias que receberão intervenções de drenagem ligadas à obra da Galeria do São Pedro (P-10), atualmente em execução. No entanto, não é possível antecipar um cronograma específico para esse trecho, pois a obra segue uma sequência técnica obrigatória, do ponto de lançamento no rio até o ponto mais alto da rede de macrodrenagem.
Após essa etapa, serão iniciadas as redes de microdrenagem, contemplando a Rua Beneditinos, a Rua São João e outras vias do entorno. A SDU Sul reforça que acompanha a situação e que essas intervenções fazem parte de um conjunto estruturante de obras com o objetivo de resolver de forma definitiva os problemas históricos de alagamento e infraestrutura na região.
Apesar do planejamento, moradores reforçam a necessidade de reparos imediatos. A combinação de buracos profundos, calçadas irregulares e falta de manutenção continua colocando vidas em risco, especialmente de pedestres, pessoas com mobilidade reduzida e frequentadores da Associação dos Cegos, que dependem da travessia diária dessa via para acessar serviços e atividades essenciais.






