
O custo da cesta básica apresentou alta em 24 das 27 capitais brasileiras no mês de janeiro, de acordo com levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores variações foram identificadas em Manaus, com crescimento de 4,44%, seguida por Palmas, com 3,37%, e Rio de Janeiro, onde o aumento chegou a 3,22%.
Entre as capitais analisadas, São Paulo manteve o maior valor médio da cesta básica, atingindo R$ 854,37. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com R$ 817,60, Cuiabá, com R$ 810,82, e Florianópolis, com R$ 806,33.
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição dos itens considerados no cálculo é diferente, os menores custos médios foram registrados em Aracaju, com R$ 552,65, Maceió, com R$ 592,83, Natal, com R$ 595,86, e Recife, com R$ 600,09.
Segundo o levantamento, o aumento no preço dos alimentos foi influenciado principalmente pela elevação nos valores da carne bovina de primeira, da batata, do café em pó, da manteiga e do pão francês. Em contrapartida, arroz, leite integral e açúcar apresentaram redução de preço no período analisado.
A pesquisa também avaliou o peso da cesta básica sobre o rendimento dos trabalhadores que recebem salário mínimo. Considerando o valor líquido do piso nacional, após desconto previdenciário, o custo médio dos produtos essenciais comprometeu cerca de 46% da renda mensal, percentual inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando atingiu 50%.
Com base no preço da cesta mais cara, registrada na capital paulista, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.177,57 no fim de 2025, valor equivalente a mais de quatro vezes o mínimo oficial vigente naquele período.






