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MP apura suspensão de transporte escolar em comunidades da zona Leste de Teresina

Foto: Reprodução/Google

O Ministério Público do Estado do Piauí passou a acompanhar a situação de estudantes da zona Leste de Teresina que ficaram sem transporte escolar às vésperas do início do ano letivo. A questão envolve alunos das comunidades Vale do Gavião, Árvores Verdes e Santa Bárbara.

O assunto foi debatido em uma reunião realizada na quinta-feira (5), na sede leste do MPPI, com a presença da promotora de Justiça Flávia Gomes Cordeiro, do secretário municipal de Educação, Ismael do Nascimento Silva, técnicos da Secretaria Municipal de Educação (Semec) e representantes das comunidades atingidas.

Durante o encontro, moradores relataram que o serviço foi interrompido sem aviso prévio, afetando diretamente a rotina de famílias que dependem do transporte para garantir a frequência escolar dos filhos. Eles lembraram que o problema já havia ocorrido em 2024 e só foi solucionado após intervenção do Ministério Público.

De acordo com os relatos apresentados, a falta do ônibus escolar dificulta o deslocamento de crianças e adolescentes, especialmente de alunos com deficiência, estudantes com dificuldade de locomoção, crianças que precisam atravessar áreas consideradas de risco e famílias que têm filhos matriculados em escolas diferentes.

Em resposta, o secretário municipal de Educação explicou que o transporte escolar segue critérios técnicos adotados pelo município desde 2014. Conforme a regra, o serviço é assegurado apenas a estudantes que residem a mais de 2,5 quilômetros da unidade escolar. Ele destacou ainda que a rede municipal de ensino atende cerca de 90 mil alunos, o que limita a ampliação do serviço.

O gestor informou que estudantes com deficiência e cadeirantes estão entre as prioridades da política de transporte escolar e são atendidos com veículos adaptados.

Ao final da reunião, a Secretaria Municipal de Educação solicitou o prazo de uma semana para reavaliar a situação das comunidades citadas. O Ministério Público informou que aguarda uma resposta formal da pasta antes de definir as medidas que poderão ser adotadas.

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