

Ferramentas de inteligência artificial, cada vez mais acessíveis, estão sendo usadas por criminosos para enganar consumidores no Piauí por meio de páginas falsas na internet. O esquema tem se tornado mais frequente e sofisticado, o que levou o Ministério Público do Estado a emitir um alerta sobre o aumento desse tipo de prática fraudulenta.
De acordo com o Procon MPPI, a rapidez na criação dos sites e o nível de detalhamento visual dificultam a identificação do golpe. Em muitos casos, a vítima só percebe que foi enganada após concluir o pagamento e não receber o produto ou serviço prometido.
Falsas páginas imitam serviços reais
Os golpes têm como base a reprodução quase perfeita de páginas legítimas. Criminosos copiam identidade visual, linguagem e estrutura de sites oficiais e comerciais para induzir o consumidor ao erro. As páginas fraudulentas aparecem principalmente em anúncios pagos na internet e redirecionam o usuário para ambientes controlados pelos golpistas.
Entre os alvos mais comuns estão supostas inscrições em concursos, ofertas de planos de saúde, promoções em lojas virtuais e até serviços atribuídos a órgãos públicos. Após a transferência de valores, o contato com os responsáveis é interrompido.

Como o dinheiro é desviado
O pagamento é solicitado por meios que dificultam o rastreamento, como PIX, boletos ou transferências bancárias. Assim que o valor é confirmado, o site pode ser retirado do ar ou passar a apresentar erros, impedindo qualquer tentativa de recuperação do dinheiro.
Recomendações de segurança
O Ministério Público orienta que consumidores adotem postura preventiva ao realizar compras ou cadastros online. Verificar a autenticidade do endereço eletrônico, evitar links patrocinados sem checagem, confirmar os dados do destinatário do pagamento e desconfiar de vantagens excessivas são medidas consideradas essenciais para reduzir riscos.
O que fazer ao identificar o golpe
Ao suspeitar ou confirmar uma fraude, o consumidor deve registrar ocorrência junto à Polícia Civil por meio da Delegacia Virtual e procurar órgãos de defesa do consumidor ou a Defensoria Pública para receber orientação jurídica.
A atuação preventiva, segundo o MPPI, é hoje uma das principais formas de enfrentamento aos crimes digitais, que evoluem na mesma velocidade das tecnologias disponíveis.






