PUBLICIDADE

Projeto que acaba com escala 6×1 será enviado ao Congresso após o Carnaval, diz Lindbergh

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O governo federal deve encaminhar ao Congresso Nacional, após o Carnaval, um projeto de lei que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A intenção do Palácio do Planalto é solicitar regime de urgência constitucional, o que obriga a Câmara dos Deputados a analisar a proposta em até 45 dias.

A informação foi confirmada pelo líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Lindbergh Farias, que afirmou que a medida está entre as prioridades do Executivo para o início do ano legislativo. Segundo ele, o governo aposta que o tema ganhará centralidade no debate político nacional assim que o texto for protocolado.

De acordo com o parlamentar, outras pautas econômicas também devem avançar nas próximas semanas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, o reajuste salarial e o programa Gás do Povo. Ainda assim, o fim da escala 6×1 tende a se tornar o principal eixo das discussões no Legislativo.

A redução da jornada de trabalho vem sendo debatida entre governo e Congresso desde o ano passado. Em novembro, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição que trata do mesmo tema. A iniciativa propõe mudanças na organização da jornada semanal, atualmente baseada em seis dias de trabalho para um de descanso.

O texto, de autoria do senador Paulo Paim, altera o artigo 7º da Constituição Federal para estabelecer o limite máximo de 36 horas semanais, assegurando dois dias de descanso remunerado ao trabalhador, preferencialmente aos fins de semana. Para a adaptação, a proposta prevê um período de transição de quatro anos.

No primeiro ano após a aprovação, a carga semanal seria reduzida de 44 para 40 horas. Nos anos seguintes, haveria uma diminuição gradual de uma hora por ano, até atingir o limite final de 36 horas semanais.

A proposta mantém a jornada diária limitada a oito horas e preserva acordos de compensação definidos por meio de negociação coletiva. Tanto na redução da jornada quanto na eventual extinção da escala 6×1, o texto estabelece que não poderá haver redução salarial.

Inicialmente, a proposta de emenda constitucional estava prevista para ser votada no plenário do Senado no início deste ano, etapa que exigiria o apoio mínimo de 49 senadores para avançar à Câmara. Com o anúncio de um novo projeto do governo federal, ainda não há definição sobre qual das propostas seguirá como prioridade no Congresso.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS