
A retomada dos trabalhos da CPMI do INSS, que acontece na próxima quinta-feira (5) no Senado, provoca tensão no núcleo em torno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que busca unir a direita após ser ungido pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), de dentro da prisão como candidato do clã às eleições presidenciais de outubro.
Aberta em 16 de abril de 2021, a empresa é registrada no Setor de Mansões Dom Bosco (Lago Sul), em Brasília, mesmo endereço da mansão comprada por Flávio por R$ 5,97 milhões em março de 2021 com empréstimo do Banco de Brasília (BRB), instituição estatal comandada pelo governo do Distrito Federal que é investigada por tentar comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central (BC).
O jornalista d’O Globo não revela quem deve apresentar o requerimento pedindo a convocação, mas ressalta que o pedido está relacionado ao elo de Letícia com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, alvo pivô Operação Sem Desconto e pivô das investigações da Polícia Federal sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas.
Alexandre é citado pela Polícia Federal como contador e integrante do núcleo administrativo-financeiro do grupo financeiro ligado ao “Careca do INSS”. Ele teria atuado como contador das empresas envolvidas.
A PF aponta que sua atuação estava ligada à ocultação patrimonial e à internacionalização de recursos do grupo investigado.
Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é figura central nas investigações sobre fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a PF, ele atuava como lobista e articulador de um grande esquema de intermediação de pagamentos e descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Caso Master
As investigações da PF e o caso do Banco Master apontam uma conexão importante: o INSS identificou irregularidades em mais de 250 mil contratos de empréstimo consignado feitos pelo Banco Master, suspeitando que muitos desses contratos não tinham assinatura válida ou consentimento legítimo dos aposentados e pensionistas, o que motivou o organismo a bloquear cerca de R$ 2 bilhões em repasses ao banco até que a veracidade fosse comprovada.






