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Teresina é destaque nacional em educação, mas corta gratificação dos professores

Prefeito Dr. Sílvio Mendes e o secretário de educação Ismael Silva ( Foto Internet)

Uma publicação em um portal de nocticias de Teresina, desta quinta-feira (29) aponta que a Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec) alcançou um resultado expressivo no cenário nacional: 3º lugar entre todas as capitais brasileiras no ranking de qualidade da educação pública e 1º lugar na região Nordeste. O desempenho representa um avanço significativo, especialmente após anos em que a capital piauiense não figurava entre as melhores do país.

Os números indicam uma gestão focada em resultados, que começa a colher frutos e ganha destaque nacional. No entanto, uma contradição chama atenção diante desse cenário positivo.

Há alguns dias, O Portal Atualize questionou o prefeito Dr. Sílvio Mendes sobre o pagamento da gratificação por mérito aos professores, benefício historicamente concedido à categoria e que foi suspenso na atual gestão. Em resposta, o gestor justificou a decisão afirmando que muitos professores não mereceriam o pagamento, alegando que alunos chegam ao 9º ano do ensino fundamental sem estarem alfabetizados.

A declaração levanta um questionamento inevitável: como a educação de Teresina alcança o 3º lugar no ranking nacional e lidera o Nordeste com os alunos chegando ao nono sem está alfabetizado?

Enquanto os números apontam avanço, a fala do gestor indica falhas estruturais e pedagógicas. Entre rankings positivos e a ausência de valorização profissional, permanece a dúvida sobre onde está, de fato, o reconhecimento aos professores que constroem esses indicadores.

Ranking nacional

De acordo com a 6ª edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, atualizado em 2025 e divulgado em janeiro de 2026, a atuação da Semec foi determinante para colocar Teresina em 3º lugar entre todas as capitais brasileiras no ranking de Qualidade da Educação Pública, além da liderança na região Nordeste.

O estudo avaliou 418 municípios brasileiros, que juntos representam 60,28% da população do país, considerando cidades com mais de 80 mil habitantes, conforme estimativa do IBGE. O ranking leva em conta 65 indicadores, organizados em 13 pilares temáticos, distribuídos em três grandes dimensões: Instituições, Sociedade e Economia.

 

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