
Saúde pública, acesso à educação e falta de oportunidades de trabalho aparecem como as maiores preocupações da população dos países que falam a língua portuguesa. Os dados fazem parte da primeira edição do Barômetro da Lusofonia pesquisa coordenada pelo Instituto de Pesquisas Sociais Políticas e Econômicas Ipespe divulgada nesta semana.
Apesar de os problemas serem semelhantes entre as nações analisadas o levantamento mostra que a prioridade muda conforme a realidade de cada país. No Brasil por exemplo a saúde lidera a lista de preocupações seguida pela violência e pela educação.
Segundo o diretor geral do estudo e presidente do Conselho Científico do Ipespe Antonio Lavareda os resultados revelam que as demandas mais urgentes da população estão diretamente ligadas à qualidade dos serviços públicos e à inclusão econômica. Em um segundo nível de preocupação aparecem temas como inflação segurança e acesso a serviços básicos como saneamento energia e abastecimento de água.
O levantamento também analisou o comportamento eleitoral da população. Em média 63 por cento dos entrevistados afirmaram participar sempre das eleições enquanto 13 por cento disseram votar na maioria das vezes. Já 20 por cento declararam votar raramente ou nunca.
No Brasil único país da comunidade lusófona onde o voto é obrigatório o índice de participação declarada foi o mais alto. Cerca de 88 por cento disseram votar sempre e 5 por cento afirmaram comparecer à maioria das eleições.
Outro ponto abordado pela pesquisa foi a percepção sobre o funcionamento da democracia. De acordo com os dados 57 por cento dos entrevistados afirmam não estar satisfeitos com o modelo democrático em seus países. Entre as exceções estão Timor Leste e Portugal onde a maioria da população declarou avaliação positiva com índices de 75 e 61 por cento respectivamente.
A pesquisa também revelou alta exposição à desinformação. Cerca de 64 por cento dos participantes afirmaram já ter recebido notícias falsas. Portugal e Brasil aparecem entre os países com maior percepção do problema seguidos por Angola Moçambique e Guiné Bissau. Em Cabo Verde São Tomé e Príncipe e Timor Leste os percentuais foram menores o que segundo o estudo pode indicar maior dificuldade de identificação das fake news e não necessariamente menor circulação.
Para esta primeira edição o Barômetro da Lusofonia realizou 5.688 entrevistas abrangendo países de quatro continentes África América do Sul Ásia e Europa.






