
A Academia Piauiense de Letras (APL) realizou, em sessão solene, a posse de sua nova Diretoria para o biênio 2026–2028. A cerimônia ocorreu no auditório da Casa de Lucídio Freitas e marcou a posse do acadêmico Antônio Fonseca dos Santos Neto como novo presidente da instituição, que passa a conduzir o sodalício literário piauiense no novo mandato.
O ato foi presidido pela então presidente da APL, Fides Angélica Ommati, e reuniu autoridades, acadêmicos e representantes de instituições públicas e culturais. Estiveram presentes o governador do Estado do Piauí, Rafael Fonteles; o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, ex-governador do Piauí e acadêmico Wellington Dias; o deputado e acadêmico Wilson Brandão, representando o presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Severo Eulálio; o presidente do Conselho Estadual de Cultura, acadêmico Nelson Nery Costa; o ex-governador Wilson Martins; o secretário estadual de Educação, Rodrigo Torres; e o maestro Aurélio Melo, representando o prefeito de Teresina, Silvio Mendes.

Fundada no final de 1917 e formalmente instalada em 24 de janeiro de 1918, data magna do Estado, a Academia Piauiense de Letras completou 108 anos em dezembro de 2025, consolidando-se como uma das mais antigas instituições literárias do Nordeste. Ao longo de sua trajetória, a APL firmou-se como referência na preservação da memória histórica, no estímulo à produção literária e na valorização da identidade cultural piauiense, mantendo diálogo permanente com o poder público, o sistema educacional e a sociedade civil.
A solenidade teve início com a execução do Hino do Piauí, interpretado por um quarteto do Madrigal Vox Populi e do Coral da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), seguida da abertura oficial da sessão. Em seguida, foi realizada a leitura do Termo de Posse e a assinatura do Livro de Posse, rito que oficializa o início do mandato da nova Diretoria.
Foram empossados para a gestão 2026–2028:
- Presidente: Antônio Fonseca dos Santos Neto
- Vice-presidente: José Elmar de Melo Carvalho
- Secretário-geral: Marcelino Leal Barroso de Carvalho
- 1ª secretária: Maria do Socorro Rios Magalhães
- 2º secretário: Carlos Evandro Martins Eulálio
- Tesoureiro: Reginaldo Miranda da Silva
A transmissão da Presidência foi marcada pela tradicional mudança da cadeira presidencial, rito simbólico que expressa a continuidade administrativa e intelectual da Academia e reafirma o caráter colegiado da instituição, formada por quarenta membros.
Na etapa final da solenidade, autoridades e representantes institucionais destacaram o papel da APL como espaço permanente de reflexão crítica, produção intelectual e articulação entre cultura, educação e políticas públicas. Ressaltou-se, ainda, o valor simbólico da cerimônia ocorrer em data histórica para o Estado, reforçando o vínculo entre a trajetória da Academia e a formação da identidade piauiense.
Ao encerrar o ato, foi realizado o registro fotográfico oficial da nova Diretoria, marcando simbolicamente o início de um novo ciclo institucional da Academia Piauiense de Letras.
Discurso de posse de Fonseca Neto reafirma papel institucional da APL
Em seu discurso de posse, o novo presidente da Academia Piauiense de Letras, Fonseca Neto, reafirmou os fundamentos institucionais da entidade, destacando a colegialidade, o conhecimento como valor público e a cultura como elemento estruturante da vida social.
Fonseca Neto ressaltou que a APL é uma instituição fundada no convívio entre pares, na qual a direção se exerce como responsabilidade compartilhada. Ao retomar a finalidade estatutária da Academia, enfatizou o compromisso com a cultura da língua nacional e com o desenvolvimento literário, científico e artístico do Piauí, lembrando que a consolidação jurídica da entidade foi resultado de um processo histórico iniciado no início do século XX.
O presidente destacou ainda que a tradição acadêmica não deve ser confundida com imobilismo. Segundo ele, a literatura e o pensamento crítico precisam dialogar com a realidade contemporânea e contribuir para o enfrentamento de problemas estruturais, como o analfabetismo e suas implicações sociais e políticas. Nesse sentido, enfatizou o posicionamento estatutário da APL contra o obscurantismo e o negacionismo, defendendo a articulação entre ciência, literatura e arte como base da produção do conhecimento.
Fonseca Neto também situou a atuação da Academia em um cenário marcado por ataques às redes de saber e pela disseminação da desinformação, afirmando que cabe às instituições culturais exercer um papel ativo na defesa da ciência, da verdade e da inteligência coletiva.
No campo institucional, destacou a cooperação da APL com o Governo do Estado do Piauí, especialmente no fortalecimento da escola pública como eixo das políticas públicas, além das parcerias com a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas, entidades do Sistema S/Comércio e empresas de comunicação. Ressaltou ainda a importância da produção e difusão de livros como instrumento de democratização do conhecimento.
Ao final, o presidente apresentou as diretrizes da gestão 2026–2028, voltadas ao fortalecimento institucional da Academia, à preservação dos acervos, à ampliação das parcerias interinstitucionais e à consolidação de uma atuação coletiva, envolvendo todos os acadêmicos na construção das ações da Casa.
Fonte: APL






