
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, criticou as avaliações negativas sobre os recursos destinados à produção audiovisual no Brasil e classificou as manifestações como “mesquinhas”. Segundo ela, o investimento na área vai além do entretenimento e exerce papel fundamental na geração de empregos, renda e valorização da identidade cultural do país.
Durante um evento realizado nesta terça-feira (20), no Cine Brasília, a ministra afirmou que é necessário mudar a forma como a cultura é encarada no debate público. Para Margareth, o setor precisa ser reconhecido como estratégico para o desenvolvimento social e econômico.
Ela explicou ainda que o audiovisual conta com financiamento próprio por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, mantido majoritariamente por contribuições de empresas do setor. Dessa forma, segundo a ministra, não procede o argumento de que os incentivos culturais representariam gastos excessivos do governo.
O tema ganhou destaque nos últimos dias com a repercussão do filme brasileiro “O Agente Secreto”, que vem recebendo atenção da crítica internacional. A produção é apontada como uma das apostas do país para a próxima edição do Oscar.
De acordo com projeções da imprensa especializada, o longa pode concorrer em categorias como Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator, com Wagner Moura, além de possíveis indicações técnicas e artísticas. Há também expectativa de reconhecimento ao trabalho do diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho.
Ao comentar o desempenho do cinema nacional no exterior, Margareth Menezes destacou o esforço e a dedicação envolvidos na produção cinematográfica. Segundo ela, o reconhecimento internacional de artistas brasileiros contribui para ampliar a visibilidade do país e reforçar sua diversidade cultural.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deve divulgar a lista oficial de indicados ao Oscar nesta quinta-feira (22), em transmissão online realizada pelas plataformas oficiais da instituição.






