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Lula critica ação militar dos EUA na Venezuela em artigo no The New York Times

Foto: Montagem Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou neste domingo (18) contra a ação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou em bombardeios e na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início do mês de janeiro.

Em artigo publicado em veículo internacional, o chefe do Executivo brasileiro classificou o episódio como um grave retrocesso nas relações internacionais e afirmou que o ocorrido representa mais um enfraquecimento das normas que regem a convivência entre os países desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Segundo Lula, a repetição do uso da força por potências globais compromete a estabilidade internacional e fragiliza instituições como a Organização das Nações Unidas. Para o presidente, quando ações militares deixam de ser exceção e passam a se tornar prática recorrente, a paz e a segurança mundial ficam seriamente ameaçadas.

O presidente também destacou que esta é a primeira vez, em mais de dois séculos de história independente, que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos. Ele criticou posturas de caráter hegemônico e afirmou que os países latino americanos não aceitarão submissão a projetos de dominação externa.

No texto, Lula reforçou que o futuro da Venezuela deve ser decidido exclusivamente por seu próprio povo, defendendo a construção de um processo político amplo e inclusivo que garanta estabilidade democrática ao país.

O presidente brasileiro ressaltou ainda que o Brasil seguirá cooperando com o governo venezuelano e com a população local, especialmente na proteção da extensa fronteira compartilhada entre os dois países. Ele mencionou também o envio de ajuda humanitária, incluindo medicamentos e insumos médicos.

Apesar das críticas à intervenção militar, Lula afirmou que o governo brasileiro mantém diálogo com os Estados Unidos e defendeu a cooperação entre as duas nações em áreas como comércio, investimentos e combate ao crime organizado, destacando a importância de relações diplomáticas baseadas no respeito mútuo.

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