
A entrega de cestas básicas destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social não ocorreu como previsto nesta semana em Cristalândia do Piauí, no Sul do estado. Cerca de 400 unidades, enviadas pelo Governo Federal, permaneceram armazenadas enquanto moradores aguardavam atendimento sem sucesso.
Desde as primeiras horas da manhã do dia 14, pessoas foram até o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) após serem informadas sobre um possível cadastro para recebimento dos alimentos. Após o registro, parte do público foi direcionada a um galpão próximo, onde a distribuição seria realizada. O local rapidamente ficou lotado, e a espera se estendeu por várias horas sob sol intenso.
Sem que houvesse início da entrega, os moradores foram comunicados de que o processo não seria concluído naquele dia. A justificativa apresentada foi a necessidade de revisão dos cadastros, e as famílias foram orientadas a deixar o local, mesmo após o longo período de espera.
Informações apuradas indicam que as cestas foram solicitadas formalmente por uma secretaria municipal e já estavam sob responsabilidade da gestão local. A previsão inicial era de que os alimentos fossem distribuídos ainda no mesmo dia, o que acabou não acontecendo por decisão administrativa.
Enquanto a entrega foi adiada, moradores relataram frustração, cansaço e constrangimento. Muitos chegaram ao local ainda de madrugada, alguns sem alimentação, e retornaram para casa sem receber os itens, apesar de os produtos estarem armazenados nas proximidades.
Os alimentos fazem parte de um programa federal de apoio a famílias em situação de insegurança alimentar e devem ser distribuídos de acordo com critérios técnicos e de urgência social. A interrupção do processo gerou questionamentos entre os moradores sobre a condução da distribuição e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.
A situação provocou indignação na população local, que aguarda esclarecimentos e a definição de uma nova data para a entrega das cestas básicas.






