
O promotor de Justiça, Sérgio dos Reis Coelho, da 4ª Promotoria de Justiça de Campo Maior, se manifestou a favor da exumação do corpo do jovem Jesus Garcia de Sousa Santos, de 23 anos, que morreu no dia 29 de dezembro do ano passado, quando trabalhava em uma máquina de cavar poço na zona Rural de Campo Maior.
O processo movido pela família, pede investigação complementares sobre a morte do jovem, que supostamente teria, esse rapaz, morrido de causas naturais, tese rejeitada por familiares que passaram a ter dúvidas sobre a causa.
Para o Ministério Público, a morte de Jesus ocorreu em um ambiente de risco, próximo a máquinas de perfurar poços e fios elétricos, o que afasta a certeza da situação de morte natural. Jesus morreu quando prestava serviço para uma empresa de perfuração de poços, na região da Serra de Santo Antônio.
De primeiro momento, se determinou que a morte teria sido causada por um infarto, no entanto, após a liberação do corpo, familiares perceberam manchas nas mãos do jovem, o que levantou a suspeita de que ele possa ter sido vítima de uma descarga elétrica, possivelmente provocada por equipamentos utilizados durante o trabalho.
O promotor Sérgio dos Reis estranhou a ausência de exames cadavéricos mais aprofundados, com o objetivo de esclarecer a real causa da morte. Com o pedido da família, o Judiciário de Campo Maior, por sua vez, solicitou um parecer do Ministério Público.


Sérgio dos Reis se manifestou nessa segunda-feira dia 12.01, em um documento anexado ao processo que tramita na 1ª Vara Criminal de Campo Maior. “A exumação terá que ser realizada por peritos oficiais com observância das formalidades legais, a fim de assegurar a adequada apuração da causa mortis do jovem”, justifica o promotor a sua decisão.
Veja a seguir trechos importantes do documento do Ministério Público:








