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Diretor do SINDESERM critica gestão de Silvio Mendes e defende direitos dos trabalhadores municipais

Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), Sinésio Soares.

O diretor do SINDESERM – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina, Sinésio Soares, criticou duramente a postura do prefeito Silvio Mendes, nesta terça-feira (14), afirmando que o gestor desrespeita os servidores municipais, especialmente os profissionais da educação. Soares também cobrou o pagamento de direitos previstos em lei, como a gratificação de valorização do mérito e a revisão geral anual.

Segundo o diretor, o prefeito questionou o mérito dos profissionais da educação, alegando que eles não teriam direito à gratificação prevista pela legislação municipal. No entanto, a categoria alega que, no ano passado, Silvio Mendes concedeu reajuste salarial de 47% para si próprio e de 61% para secretários e assessores.

“Qual foi o mérito do prefeito? Foi dar continuidade à destruição da educação municipal? Foi acabar com o transporte público? Foi fazer licitações irregulares na saúde ou comprar livros sem licitação na educação? É esse o mérito? Pois esse mérito os profissionais da educação não querem ter”, declarou Sinésio Soares.

O diretor também criticou o histórico de um assessor do prefeito, Kleber Montezuma, que teria participado da criação do programa de valorização do mérito e hoje responde na Justiça Federal por suposto desvio de 20 milhões de reais do FUNDEF, conforme denúncia apresentada pelo SINDESERM à Polícia Federal.

Além disso, Sinésio Soares ressaltou que a prefeitura ainda deve 15,57% de reajuste aos profissionais desde 2022 e não efetuou a revisão geral anual no ano passado. “O prefeito precisa cumprir a lei e negociar com o sindicato, independentemente de gostar ou não da entidade. Caso contrário, temos os meios legais para garantir que os direitos sejam respeitados”, afirmou.

O diretor criticou ainda a avaliação do mérito feita por pessoas que não atuam na educação. “Não aceitamos a avaliação de um leigo na área ou de um médico, que, com todo respeito, não entende do trabalho educacional. Queremos valorização e respeito aos profissionais”, completou.

Por fim, Sinésio Soares apontou que o prefeito estaria adotando postura de perseguição à entidade, incluindo ações judiciais e interferência interna, e afirmou que não aceitará mediocridade na gestão da educação municipal.

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