
O que era para ser mais uma experiência turística em Fernando de Noronha acabou se transformando em um momento de tensão para a advogada Tayane Dalazen. Durante um mergulho em apneia no Porto de Santo Antônio, na sexta-feira (9), ela foi mordida por um tubarão-lixa e precisou de atendimento médico.
Após o incidente, Tayane falou sobre o ocorrido, mostrou o ferimento e comentou como tem sido a recuperação. Segundo ela, a dor causada pela mordida foi intensa, mas não chegou a impedir seus movimentos. “É uma dor muito forte, mas não é paralisante”, relatou.
A advogada estava acompanhada de um guia credenciado e seguia todas as orientações de segurança no momento do mergulho. Ela contou que retirou o curativo para favorecer a cicatrização da lesão. No instante do acidente, estava ao lado da amiga Caroline Pereira, dermatologista, que realizou os primeiros atendimentos ainda no local e segue acompanhando o tratamento.
De acordo com Tayane, o ferimento exigiu apenas dois pontos, justamente para reduzir o risco de contaminação. A cicatrização ocorre de dentro para fora, conforme orientação médica. O procedimento adotado foi a aproximação das bordas do ferimento, técnica utilizada para unir parcialmente a lesão sem fechamento completo. A recuperação, segundo ela, tem apresentado boa evolução.
Especialistas explicam que o tubarão-lixa é uma espécie considerada de comportamento tranquilo e sem histórico expressivo de ataques a seres humanos. Para o engenheiro de pesca Léo Veras, especialista em tubarões na ilha, o caso deve ser entendido como um episódio isolado de interação entre humano e animal. “Não há culpados. Ela vai levar uma lembrança e uma cicatriz para o resto da vida”, afirmou.
Pesquisadores reforçam ainda que situações como essa são raras e que o respeito às normas de segurança é fundamental para reduzir riscos durante atividades de mergulho na região.






