
O Piauí enfrenta um período de veranico, caracterizado por vários dias consecutivos de redução significativa das chuvas, especialmente nas regiões que se estendem do litoral até a Grande Teresina. A condição climática deve persistir pelo menos até a metade da segunda quinzena de janeiro, segundo análise meteorológica.
O veranico é definido como uma mini estiagem temporária que ocorre dentro da estação chuvosa. O fenômeno é provocado pela atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, que eleva as temperaturas e dificulta a formação de nuvens carregadas, responsáveis pelas chuvas mais intensas e prolongadas.
De acordo com o especialista, não há previsão de chuvas volumosas no curto prazo. O que pode ocorrer são registros isolados de garoas ou serenos, com volumes muito baixos e sem impacto significativo para o solo ou para o abastecimento hídrico.
Essas precipitações fracas não são consideradas chuva efetiva, pois não conseguem umedecer adequadamente a terra nem beneficiar atividades como a agricultura. O período mais crítico deve ocorrer entre os dias 8 e 15 de janeiro, quando a tendência é de tempo seco e temperaturas elevadas.
A mudança no cenário climático é esperada apenas após o dia 15, já na metade da segunda quinzena do mês. A previsão indica o retorno mais consistente das chuvas, com aumento da frequência e da intensidade das precipitações em diversas regiões do estado.
As áreas que devem ser beneficiadas incluem a Planície Litorânea, os Cocais, os Carnaubais, a região de Entre Rios e o Vale do Sambito. Nesses locais, as chuvas devem ocorrer de forma mais regular, contribuindo para a recuperação da umidade do solo.
A atuação da alta pressão atmosférica é apontada como a principal responsável pela supressão das chuvas neste período. Esse tipo de sistema cria um bloqueio climático que impede o desenvolvimento das nuvens e favorece o predomínio de tempo seco.
O veranico não deve ser confundido com a seca ou estiagem prolongada. Trata se de um evento temporário, mas que pode gerar impactos relevantes, como prejuízos à agricultura, aumento do risco de queimadas e preocupação com o abastecimento de água, especialmente em áreas mais vulneráveis.
Especialistas recomendam atenção durante o período e reforçam que a normalização das chuvas tende a ocorrer gradualmente após a dissipação do sistema de alta pressão.







