
Renee Nicole Good, de 37 anos, foi morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) na tarde de quarta-feira (7), durante uma operação em Minneapolis, Minnesota. A vítima era cidadã americana e atuava como observadora jurídica na cidade.
Familiares e autoridades locais expressaram forte indignação com o ocorrido. A mãe de Renee, Donna Ganger, descreveu a filha como uma pessoa extremamente gentil, amorosa e compassiva, que dedicava a vida a cuidar dos outros. “Ela era incrível, perdoava, ajudava e se importava com todos. É difícil aceitar que isso tenha acontecido”, afirmou. Nas redes sociais, Renee se apresentava como poeta, escritora, guitarrista e entusiasta do Colorado.
A Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, declarou que o disparo ocorreu em legítima defesa, alegando que Renee teria tentado atropelar um agente. A versão, porém, é contestada pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que classificou a ação como uso imprudente e excessivo da força. “Dizer que foi legítima defesa é absurdo. O vídeo mostra que não é verdade. Isso precisa ser esclarecido, e os responsáveis devem responder à Justiça”, afirmou Frey, ressaltando a indignação da população local.
O vídeo do incidente, compartilhado nas redes sociais, mostra Renee em um SUV avançando lentamente e parando na via, enquanto dois agentes se aproximam. Um deles, após alguns segundos, dispara pelo menos três vezes contra a motorista.
O caso gerou protestos imediatos em Minneapolis e em outras cidades dos Estados Unidos, como Nova Orleans, Miami, Seattle e Nova York. Em algumas manifestações, houve confrontos com agentes federais, que usaram agentes químicos para dispersar a população. Participantes das manifestações criticaram a escalada de violência das operações do ICE e reforçaram a indignação com a morte de Renee.
O episódio ocorre em meio a uma intensificação das ações do ICE voltadas à captura e deportação de imigrantes. Desde o início dessas operações, pelo menos cinco mortes foram registradas, aumentando a tensão entre o órgão federal e as comunidades locais, e levantando questionamentos sobre o uso da força e a segurança da população.






