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Pessoa que cresceu nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveu capacidade mental que Geração Z está perdendo

© Crescer sem telas, aprender a esperar e lidar com frustrações: será que algumas das habilidades mais valiosas ficaram no passado? /Foto: @Shutterstock

Pais e educadores comentam com frequência como a Geração Alfa, que cresceu cercada por telas e recursos digitais, tem sido impactada negativamente em aspectos simples da vida cotidiana. Pesquisas indicam que esse fenômeno pode estar afetando também a Geração Z, formada pelos jovens adultos atuais, já que o tempo excessivo diante das telas tende a prejudicar a comunicação e as relações interpessoais.

Por outro lado, há boas notícias para quem tem mais de 50 ou 60 anos. De acordo com pesquisa publicada pelo jornal francês Quest-France, pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram uma série de habilidades mentais que, segundo a psicologia, estão se tornando cada vez mais raras nos dias de hoje.

O principal fator por trás desse desenvolvimento foi um estilo de vida mais simples, porém mais exigente. A ausência de telas e a necessidade de assumir responsabilidades desde cedo, em muitos casos, tiveram papel importante nesse processo. Entre os aspectos destacados pelo estudo estão habilidades como paciência, autonomia e tolerância à frustração.

Pontos fortes de pessoas com mais de 50 anos

1. Paciência

Para essa geração, o tédio não era encarado como um problema na infância. “Quando não havia nada para fazer, você saía, pegava um livro ou inventava uma brincadeira na hora”, explica a Cottanwood Psychocology. Além disso, a informação demorava mais para circular, o que ensinou o valor da espera e contribuiu para decisões mais conscientes e maior tranquilidade emocional.

2. Tolerância à frustração

A revista Eluxe aponta que uma das primeiras lições aprendidas por quem nasceu nas décadas de 1960 e 1970 foi que a vida nem sempre é justa. Pais não suavizavam frustrações, professores não distribuíam troféus pela simples participação, e isso ajudou muitas crianças a entender que o fracasso não é o fim do caminho, mas parte do aprendizado.

3. Capacidade de regular as emoções

Em muitos casos, emoções intensas não eram o centras atenções na infância. Segundo o estudo, desenvolver autocontrole desde cedo está associado a maior bem-estar emocional e a menores níveis de ansiedade e estresse na adolescência.

4. Satisfação com o que se tem

Essas gerações cresceram com menos bens materiais e expectativas mais realistas. A educação recebida não estimulava ideias idealizadas sobre como a vida deveria ser, o que favoreceu uma relação mais equilibrada com desejos e conquistas.

5. Tolerância ao desconforto

A necessidade de esperar e lidar com limitações, algo muito diferente do ritmo acelerado atual, contribuiu para o desenvolvimento da flexibilidade emocional e da resiliência ao longo do tempo.

6. Maior capacidade de concentração

Atividades como ler por horas, escrever cartas ou ouvir um álbum inteiro de música ajudaram a fortalecer a atenção prolongada. Esse hábito contrasta com o consumo rápido e fragmentado de conteúdo que se tornou comum com as novas tecnologias e redes sociais.

7. Gestão direta de conflitos

O diálogo presencial, apesar de gerar momentos desconfortáveis, favoreceu o aprendizado da escuta ativa, a leitura da linguagem corporal e formas mais claras e empáticas de se expressar.

Ainda assim, é importante não idealizar o passado. As décadas de 1960 e 1970 estiveram longe de ser perfeitas e foram marcadas por injustiças e dificuldades. Na Espanha, por exemplo, muitas pessoas começaram a trabalhar aos 14 anos em condições precárias para ajudar financeiramente a família. Basta ouvir quem viveu esse período para entender que, apesar dos aprendizados, também foi uma época de grandes desafios.

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