247 – As autoridades monetárias e policiais aprofundam as apurações sobre as operações envolvendo a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O foco das investigações é dimensionar com precisão o impacto financeiro dessas transações, inicialmente estimadas em bilhões de reais, além de verificar se as determinações de reversão impostas pelo Banco Central foram efetivamente cumpridas, informa Valdo Cruz, do g1.
O Banco Central determinou, em um primeiro momento, o desfazimento de operações que somavam R$ 12,2 bilhões. No entanto, ainda não há confirmação se todo esse valor foi revertido. Investigadores do Banco Central e da Polícia Federal avaliam se o montante corresponde exatamente ao prejuízo potencial ou se as perdas do BRB podem ter sido ainda maiores nas negociações das carteiras de crédito consideradas fraudulentas.

As apurações seguem em curso para confirmar se houve ou não dano financeiro efetivo ao banco público. Mesmo que, ao final, fique comprovada a inexistência de prejuízo direto, técnicos envolvidos no caso ressaltam que a identificação de fraude bancária nas carteiras analisadas já configura crime contra o sistema financeiro nacional, independentemente do resultado contábil das operações.
De acordo com a comunicação oficial enviada pelo Banco Central, a nova notícia de fato foi protocolada em 17 de novembro do ano passado. O documento aponta a suspeita de que o banco Master teria utilizado recursos aplicados em fundos de valor considerado duvidoso para simular aportes de capital, com o objetivo de demonstrar capacidade financeira para continuar operando no mercado.
As investigações seguem sob sigilo e ainda não há prazo definido para a conclusão dos trabalhos, que envolvem diferentes órgãos de controle e fiscalização do sistema financeiro brasileiro.






