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Modelos climáticos indicam avanço das chuvas no Piauí com maior concentração no sul do estado

Canal de umidade deve manter instabilidade nos próximos dias.

O mês de dezembro começa com mudanças significativas no comportamento climático no Piauí. Segundo a meteorologista Sônia Feitosa, entrevistada pelo Portal Atualize, os primeiros dias do mês marcam a transição para um período de maior instabilidade atmosférica, com tendência de chuvas mais frequentes em várias regiões do estado.

De acordo com a especialista, novembro costuma registrar precipitações de pré-estação, caracterizadas por eventos isolados e irregulares. Já dezembro inicia, de fato, o período chuvoso. “A partir de agora, a atmosfera começa a se organizar para chuvas mais consistentes. Ainda não ocorrem de forma uniforme em todo o território, mas já observamos maior presença de nebulosidade e registros pontuais, especialmente no sul”, explica.

Tendência para os próximos dias

Modelos meteorológicos analisados por Sônia Feitosa indicam que, entre os dias 3 e 7, há previsão de chuvas concentradas principalmente no sul do Piauí, com possibilidade de ocorrência também no centro-norte e no litoral, embora com menor intensidade.

Para Teresina, a previsão aponta instabilidade, mas sem expectativa de volumes expressivos no curto prazo. “Devemos ter chuva na capital, mas de forma isolada e com baixa intensidade. A maior regularidade continua prevista para o sul do estado”, afirma.

A especialista atribui o aumento da umidade à formação de uma frente fria no Sudeste do país, que, combinada à umidade proveniente da Amazônia e às altas temperaturas, cria condições favoráveis à intensificação das precipitações. Segundo ela, esse “corredor de umidade” deve continuar atuando nos próximos dias.

Impacto para a agricultura

Apesar da tendência de um dezembro mais chuvoso que a média histórica, Sônia Feitosa ressalta que ainda não é possível garantir regularidade suficiente para definir o início seguro do plantio. “Devemos ter um período úmido mais expressivo até o dia 7, mas depois há possibilidade de nova pausa. O produtor rural precisa observar a continuidade das chuvas antes de tomar decisões.”

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