PUBLICIDADE

Aluno negro é amarrado em simulação de tronco e vídeo de atividade gera revolta na Bahia

O registro mostra a criança com roupas rasgadas, imobilizada em um poste revestido de papel que simulava um tronco de castigo // A publicação, que não está mais no perfil da escola nas redes sociais, mostra um menino negro com roupas rasgadas amarrado a um poste (Foto: Reprodução)

Um vídeo divulgado pelo Correio 24 Horas na quarta-feira (24) desencadeou forte indignação nas redes sociais ao mostrar um aluno negro amarrado a um tronco durante uma atividade escolar alusiva ao Dia da Consciência Negra. As imagens foram gravadas no Colégio Adventista de Alagoinhas, no interior da Bahia, e rapidamente viralizaram antes de serem apagadas pela instituição.

O registro mostra a criança com roupas rasgadas, imobilizada em um poste revestido de papel que simulava um tronco de castigo. Ao lado dele, um aluno branco aparece segurando um chicote e usando um chapéu, em uma representação que remete diretamente ao período da escravidão. A encenação foi realizada em ambiente escolar e, inicialmente, divulgada pela própria instituição em suas redes oficiais.

A postagem, que deixou de estar disponível horas depois, provocou reações de internautas, educadores e ativistas do movimento negro. Para muitos deles, a atividade reforçou estereótipos raciais, expôs uma criança a uma situação humilhante e evidenciou a falta de preparo pedagógico para tratar de temas sensíveis ligados à história da população negra.

Especialistas em educação e diversidade alertaram que atividades sobre Consciência Negra precisam ser conduzidas de forma cuidadosa, com abordagem crítica e sem colocar crianças — sobretudo negras — em posições que remetam à violência histórica da escravidão. Para eles, práticas como essa, mesmo quando bem-intencionadas, podem reproduzir traumas e desigualdades.

O episódio ocorre em um contexto em que escolas de todo o país buscam desenvolver ações para marcar o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. No entanto, entidades e especialistas vêm reforçando que práticas pedagógicas devem evitar a reprodução de cenas de submissão ou violência, privilegiando abordagens que valorizem a cultura, a resistência e as contribuições do povo negro para a formação do Brasil.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!

RECENTES

MAIS NOTÍCIAS