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Ambulantes cobram cumprimento de acordo de 2014 e temem nova remoção no entorno do HGV

Impasse no HGV: ambulantes aguardam definição e afirmam que prefeitura não cumpriu acordo.

Os ambulantes que trabalham na Rua São Pedro, no entorno do Hospital Getúlio Vargas (HGV), em Teresina, afirmam ter sido novamente informados de que poderão ser removidos do local. A sinalização reacende um impasse que se arrasta há mais de uma década.

Segundo os trabalhadores, um acordo firmado em 2014 entre a Prefeitura de Teresina e o Governo do Estado previa a construção de um espaço adequado para relocação dos ambulantes. Pelo convênio, o Estado cederia o terreno e a Prefeitura seria responsável pela obra. Embora o documento tenha sido assinado e publicado no Diário Oficial, a estrutura nunca chegou a ser construída.

Raimundo José dos Santos, ambulante há 19 anos, relata que mais de 50 trabalhadores dependem daquele ponto para garantir o sustento de suas famílias. Ele reconhece que as barracas ocupam parte da calçada e até um trecho da via, mas afirma que o problema persiste porque o poder público não cumpriu o acordo firmado. Segundo ele, os trabalhadores não se opõem a desocupar a calçada, desde que seja disponibilizado um espaço digno para a continuidade das atividades, o que até hoje não ocorreu.

O ambulante recorda que, em uma tentativa anterior de remoção, o espaço oferecido pela gestão municipal era pequeno, sem condições adequadas e sem acessibilidade. A proposta acabou rejeitada pelo então prefeito Elmano Férrer. A maioria dos vendedores comercializa roupas, e, de acordo com Raimundo, cerca de 90% dos clientes vêm do interior do Piauí.

Maria do Rosário, que atua há quase duas décadas no local, afirma que a nova determinação surpreendeu todos os trabalhadores. Ela diz que o movimento dos ambulantes está concentrado naquela área e que a mudança para um ponto distante não resolveria a situação, já que afetaria diretamente o acesso dos clientes e a renda das famílias que trabalham no espaço.

Enquanto aguardam uma reunião com a Prefeitura, os ambulantes iniciaram, por conta própria, a redução do tamanho das estruturas. A orientação repassada é que seja mantido ao menos 1,20 metro de calçada livre para circulação de pedestres. Alguns comerciantes já diminuíram trailers e reorganizaram boxes para atender à recomendação.

Maria também sugere que parte da cerca lateral do HGV poderia ser recuada, criando um espaço que facilitaria a organização das barracas e reduziria o impacto na rotina de quem depende do comércio na região.

Sem definição oficial, os ambulantes continuam trabalhando sob incerteza e afirmam que seguirão cobrando a execução do acordo firmado em 2014 ou a apresentação de um terreno adequado para permanecerem na área do polo de saúde de Teresina.

Após uma década de espera, ambulantes dizem que Prefeitura e Estado não entregaram espaço prometido.

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