
Com a aproximação do início do ciclo de cortes da Selic previsto para 2026, o cenário de investimentos no Brasil passa por uma reorganização. A combinação de juros estáveis, inflação em desaceleração e redução das taxas nos Estados Unidos tem influenciado o comportamento das principais classes de ativos.
Renda fixa segue como principal destaque do período
De acordo com o estrategista Arley Matos da Silva Junior, a renda fixa permanece como um dos pilares das carteiras, com destaque para produtos indexados à inflação. As taxas ainda aparecem em níveis considerados atrativos, favorecendo investidores que buscam retorno real em um ambiente de inflação controlada. Segundo especialistas, mesmo com a perspectiva de cortes na Selic nos próximos meses, o segmento continua oferecendo boas oportunidades para estratégias defensivas.
Renda variável ganha impulso com melhora das expectativas
Ao mesmo tempo, a renda variável volta a ganhar fôlego no mercado doméstico. A bolsa brasileira tem renovado recordes de pontuação, impulsionada pela queda dos juros nos Estados Unidos e pela expectativa de redução da Selic no ano que vem. O movimento desperta maior apetite por risco, embora analistas reforcem que a seleção de setores e empresas exige atenção redobrada às projeções, fundamentos e balanços.
A avaliação predominante é de que o fim de 2025 e o início de 2026 devem ser marcados por uma estratégia equilibrada entre renda fixa e renda variável, com diversificação para atravessar o período de transição da política monetária.






