
O Museu do Piauí passará por uma intervenção de grande porte a partir de janeiro de 2026. O projeto, estimado em R$ 1,4 milhão e coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), contempla restauração arquitetônica, modernização de ambientes e criação de áreas voltadas ao convívio do público.
A ordem de serviço deve ser assinada em dezembro. Conforme a Secult, a iniciativa tem como meta ampliar a funcionalidade do museu e aprimorar a experiência do visitante. A pasta afirma que o prédio receberá atualizações tecnológicas, melhorias de infraestrutura e novos espaços destinados à permanência, permitindo ao público utilizar o local além das exposições tradicionais.
Entre as mudanças previstas está a instalação de um café no pátio interno, que será integrado ao processo de requalificação do jardim. O projeto inclui novo mobiliário, pontos de descanso, iluminação revisada e restauração da pintura original do casarão. A proposta é transformar o ambiente em um espaço confortável para quem deseja estudar, trabalhar ou simplesmente permanecer no museu por mais tempo.
Para a gestão do equipamento cultural, o café funcionará como um complemento à visitação e reforçará a circulação de pessoas no centro histórico, área que vem passando por iniciativas de revitalização.
O casarão que abriga o Museu do Piauí é conhecido como Casa de Odilon Nunes e possui 166 anos. O local reúne um acervo superior a 7 mil peças, incluindo artefatos pré-históricos, documentos, mobiliário, obras de arte, fotografias e itens que representam a diversidade cultural do estado em diferentes períodos históricos. O museu possui 12 salas de exposição fixa, além de áreas dedicadas à arte contemporânea e à reserva técnica.
Durante o período de obras, o acervo será preparado e acondicionado por equipe especializada. Segundo a direção, o processo de preservação já está planejado para garantir a segurança das peças, que abrangem desde materiais da pré-história até itens dos séculos XIX e XX.






