
O presidente da Argentina Javier Milei, oficializou no sábado (22/11) duas mudanças no seu governo: a chegada de Alejandra Monteoliva ao Ministério da Segurança Pública, em substituição de Patricia Bullrich (que assumiu cargo no Senado) e a de Carlos Alberto Presti no Ministério de Defesa, em lugar de Luis Petri (eleito deputado em 26 de outubro).
A revelação dos novos ministros causou polêmica sobretudo pelo nome de Presti, tenente-general que é filho de Carlos Roque Presti, militar que comandou o 7º Regimento de Infantaria em La Plata durante a última ditadura civil-militar argentina (1976-1983).
Como a maioria dos comandantes militares argentinos, Presti pai foi processado pelos crimes que cometeu, mais especificamente por seu envolvimento na morte de 44 pessoas, mas morreu sem receber uma sentença definitiva.
Primeira vez pós-ditadura
Ao nomear Presti, Milei ressaltou que esta é a primeira vez desde o retorno da democracia na Argentina (em 1983) que um militar ocupa o Ministério da Defesa. Isso ocorreu quando Luis Petri, que ocupava o cargo até então, foi eleito para a Câmara dos Deputados.
Em declaração após a nomeação, o mandatário descreveu o novo ministro como “uma pessoa com uma carreira militar impecável, que tenha alcançado o mais alto posto, estará à frente do Ministério da Defesa Nacional e das Forças Armadas”.
“É dever da liderança política atuar para transformar o país e colocar fim à demonização das Forças Armadas promovida pelos governos de esquerda”, acrescentou Milei.






