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Sinte Piauí cobra votação do plano de carreira ainda em 2025 e acusa governo de adiar negociações

Paulina Almeida – disse que se não houver avanço significativo até o fim do período letivo terá uma grande mobilização, incluindo a possibilidade de nova greve.

Durante participação no programa Voz da Educação, da Rádio Pioneira de Teresina, na manhã deste sábado (15), a presidente do Sinte-Piauí, Paulina Almeida, afirmou que a categoria está mobilizada em torno da campanha salarial dos trabalhadores em educação. A pauta central é a aprovação de um plano de carreira digno e a realização de um concurso público para valorização dos profissionais. Segundo ela, o governo do Estado tem procrastinado o debate sobre os dois pontos.

Paulina destacou que a minuta do plano de carreira — construída após discussões com os trabalhadores — foi entregue ao governo no dia 28 de agosto. Desde então, o sindicato busca diálogo, mas reuniões marcadas para os dias 10 e 17 deste mês foram novamente adiadas. A entidade cobra que o tema seja tratado com prioridade, conforme acordado durante a greve realizada em fevereiro deste ano.

A direção do Sinte afirma que a educação pública do Piauí carece de respeito e valorização, e que os trabalhadores enfrentam um cenário permanente de desvalorização. Por isso, reivindica que o plano de carreira seja aprovado ainda em 2025, garantindo percentuais integrados ao salário-base, com repercussão real na carreira de professores, funcionários de escola, servidores ativos e aposentados.

SOBRE O CONCURSO:

Sobre o concurso público, o sindicato critica o governo por ter lançado apenas um edital de teste seletivo, descumprindo o compromisso firmado com a categoria. O Sinte exige que o Estado apresente uma data concreta para publicação e realização do certame, além de fundamentação técnica que deverá ser discutida na reunião prevista para ocorrer ainda este ano.

Paulina Almeida reforçou que os trabalhadores não suportam mais a demora e que a educação do Piauí “pede socorro”. Segundo ela, caso não haja avanço significativo até o fim do período letivo — antes do recesso — uma grande mobilização, incluindo a possibilidade de nova greve, poderá entrar em pauta.

O Sinte lembra que as negociações já foram feitas e que agora cabe ao governo cumprir o que foi acordado. Se persistir o adiamento, afirma a entidade, ficará clara a falta de prioridade do Estado com a educação pública. A expectativa é que uma nova reunião aconteça entre terça e quarta-feira desta semana, para que os debates avancem e o plano de carreira seja votado ainda este ano.

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