
O Piauí passou a contar, a partir desta sexta-feira (14), com uma nova estrutura destinada às análises genéticas utilizadas em investigações criminais. Foi inaugurada em Teresina a sede definitiva do Instituto de DNA Forense do Piauí (IDNA-PI), instalada no bairro Saci, zona Sul da capital. O espaço recebeu investimento superior a R$ 4,1 milhões e deve ampliar a capacidade de produção de laudos, além de reduzir o tempo de resposta em casos que dependem de identificação genética.
Com 546 m² de área construída, o prédio abriga setores como sala de laudos, cartório, Banco Estadual de Perfis Genéticos, salas específicas para etapas da análise laboratorial (pré e pós-PCR), além de áreas administrativas, repouso e espaços de custódia. A estrutura também atende às normas de acessibilidade e segurança exigidas para laboratórios dessa natureza.
A inauguração integra o conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da perícia criminal no estado. Segundo o governador Rafael Fonteles, o avanço tecnológico é estratégico para a produção de provas periciais: “O foco da política de segurança é reforçar os mecanismos de inteligência. A estrutura modernizada contribui para investigações mais precisas e oferece suporte técnico para a responsabilização de criminosos”.
O secretário de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou que o uso do DNA tem sido decisivo em investigações de crimes sexuais, homicídios e casos de pessoas desaparecidas. Ele citou episódios recentes em que a comparação de perfis genéticos permitiu identificar vítimas encontradas no litoral do estado.

A gestora do instituto, perita-criminal Adilana Soares, explicou que os novos equipamentos instalados no laboratório devem diminuir significativamente o prazo de entrega dos laudos. A previsão é de que, com a automação de etapas da análise, o tempo médio caia de 30 para cerca de 15 dias.
Criado em 2019, o IDNA-PI funcionava até então em uma sede provisória na zona Norte de Teresina, integrando a Rede Nacional de Bancos de Perfis Genéticos. Com a nova estrutura, o estado passa a ter condições de realizar localmente análises que antes precisavam ser enviadas a outros laboratórios.
O perito-geral da Polícia Científica, Antônio Nunes, afirmou que a autonomia técnica adquirida coloca o Piauí entre as unidades federativas com melhor capacidade instalada para genética forense. Segundo ele, o instituto passa a operar com padrões de qualidade compatíveis com os principais laboratórios do país.







