
Manifestantes indígenas bloquearam, na manhã desta sexta-feira (14), a entrada principal da COP30 em Belém, em um ato pacífico que dificultou temporariamente o acesso de delegados e equipes técnicas ao local. Com o bloqueio, os participantes precisaram utilizar uma entrada lateral enquanto o esquema de segurança era reorganizado.
O protesto ocorreu diante da estrutura montada no antigo aeroporto da capital paraense e gerou filas do lado de fora. As lideranças envolvidas afirmam que a mobilização é um pedido urgente para que o governo brasileiro interrompa projetos de grande impacto ambiental na Amazônia, como mineração, exploração de madeira, perfuração de petróleo e a construção de uma ferrovia voltada ao transporte de grãos e minérios.
Pressão crescente durante a conferência
Esta não foi a única mobilização durante a COP30. Na última terça-feira (12), outro grupo entrou em uma área restrita da conferência, o que gerou tensão com equipes de segurança. Depois do episódio, representantes indígenas explicaram que buscavam chamar atenção para a situação considerada crítica em diversos territórios.
Povos indígenas no centro das discussões climáticas
Ao longo da COP30, lideranças indígenas participam de painéis e reuniões oficiais, reforçando demandas relacionadas à demarcação de terras, proteção da floresta e participação efetiva nas decisões climáticas. O governo federal também tem destacado o papel das comunidades tradicionais como essenciais na preservação da Amazônia.
Apesar disso, os manifestantes afirmam que projetos de infraestrutura e exploração continuam avançando sobre áreas sensíveis, o que justificaria, segundo eles, a necessidade de realizar atos dentro e fora da conferência.






