
A morte de mais de 200 ovinos e caprinos em várias regiões do Piauí foi provocada por uma falha na produção de dois lotes da vacina Excell 10, segundo confirmou a Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada). O problema, identificado após relatos de criadores, levou o próprio laboratório fabricante a admitir que houve erro no processo de inativação das bactérias usadas no imunizante.
De acordo com a Sada, análises conduzidas pelo laboratório e por instituições independentes apontaram que os microrganismos presentes nos lotes suspeitos não foram neutralizados como previsto. Na prática, os animais receberam uma substância com bactérias ativas, o que desencadeou os surtos de mortalidade.
Lotes suspensos e investigação ampliada
Assim que surgiram as primeiras denúncias, o Ministério da Agricultura determinou a suspensão imediata dos lotes envolvidos. A investigação contou com apoio de universidades federais e do Instituto Biológico de São Paulo, que reforçaram a conclusão inicial sobre a falha na fabricação.
Diante do resultado das análises, a empresa responsável pelo produto decidiu interromper temporariamente suas operações no país para revisar procedimentos e corrigir a formulação do imunizante.
Produtores serão indenizados
A Sada informou que o laboratório se comprometeu a ressarcir todos os criadores que registraram perdas na Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi). A empresa deve abrir um canal exclusivo para negociações, e os afetados serão contatados individualmente.
As mortes ocorreram principalmente no Vale do Itaim, mas casos também foram relatados em outros estados do Nordeste e em São Paulo, indicando um impacto mais amplo dos lotes defeituosos.
Apesar do episódio, o órgão orienta que os produtores mantenham o calendário de vacinação dos rebanhos, ressaltando que os lotes comprometidos já foram retirados do mercado e que há alternativas seguras disponíveis.






