
A Polícia Civil do Piauí investiga um esquema de contrabando e lavagem de dinheiro que teria sido comandado por Gustavo Carvalho de Morais, ex-garçom que, segundo as autoridades, passou a ostentar um padrão de vida de luxo nos últimos anos. A ação faz parte de uma operação coordenada pela Superintendência de Operações Integradas, vinculada à Secretaria de Segurança Pública, dentro do programa Pacto Pela Ordem.
De acordo com os investigadores, Gustavo teria abandonado o antigo emprego e se envolvido em atividades ilegais que movimentaram cerca de R$ 10 milhões, sendo R$ 3 milhões apenas no último ano. A quantia chama atenção pelo contraste com a renda declarada por ele, que é de pouco mais de R$ 1.400 mensais.
A apuração aponta que o suspeito atuava na entrada irregular de produtos estrangeiros, especialmente eletrônicos e bebidas importadas, no comércio de Teresina. Os itens, vindos principalmente do Paraguai, eram revendidos sem nota fiscal, gerando grande fluxo de dinheiro fora do sistema tributário.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a polícia esteve em quatro endereços ligados ao investigado. Em uma casa de alto padrão avaliada em R$ 3 milhões e em três apartamentos na zona Leste da cidade, foram encontrados celulares, bebidas, perfumes e documentos que indicam movimentações financeiras expressivas. Um carro de R$ 500 mil também foi apreendido.
As autoridades afirmam que parte dos imóveis servia exclusivamente para armazenar as mercadorias contrabandeadas. Gustavo foi conduzido à sede da Secretaria de Segurança Pública para prestar depoimento e permanece à disposição da Justiça.
A operação continua com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema e rastrear o destino dos valores obtidos ilegalmente.






