
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), aponta que a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece estável, com pequenas variações dentro da margem de erro. O levantamento mostra que 47% dos brasileiros aprovam a gestão, enquanto 50% desaprovam. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.
Embora a desaprovação tenha oscilado levemente para cima, o resultado indica manutenção do cenário de equilíbrio observado nos últimos meses. Desde julho, a avaliação vinha apresentando tendência de melhora e, segundo analistas, os números de novembro refletem mais o impacto momentâneo de pautas de segurança pública do que uma mudança estrutural na percepção do governo.
De acordo com a Quaest, o aumento da preocupação dos brasileiros com a violência, que subiu de 30% para 38%, influenciou a leve oscilação negativa. O tema ganhou destaque após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em mais de uma centena de mortes e dividiu opiniões sobre a atuação do Estado.
Segmentos e variações
A pesquisa mostra que a aprovação de Lula se mantém sólida em diferentes segmentos do eleitorado, especialmente entre mulheres, jovens e pessoas com renda de até dois salários mínimos. Entre católicos, há um cenário de empate técnico, mas a avaliação positiva segue próxima da média nacional.
Entre os eleitores independentes, que não se declaram nem de direita nem de esquerda, a desaprovação subiu para 52%, enquanto 43% aprovam o governo. Mesmo assim, o índice ainda é melhor que o registrado em agosto, quando a diferença era mais ampla.
Em relação à avaliação geral, 31% dos entrevistados classificaram o governo como bom ou ótimo, 28% o consideraram regular e 38% o avaliaram como ruim ou péssimo. A oscilação em relação a outubro é de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro de dois pontos.
Segurança pública e comunicação política
O debate sobre segurança pública foi apontado pela pesquisa como o principal fator de influência no humor do eleitorado. Declarações do presidente sobre a operação no Rio geraram divergências de interpretação. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados disseram discordar da avaliação de Lula de que a ação foi “desastrosa” do ponto de vista do Estado, enquanto 38% concordaram.
Mesmo diante da repercussão, especialistas destacam que a avaliação de Lula se mantém em patamar estável e sem grandes perdas políticas. O presidente reafirmou, em recentes declarações, que o combate ao crime organizado continuará sendo prioridade, mas com foco em inteligência e prevenção.
A pesquisa mostra também que, apesar das críticas pontuais, Lula mantém capital político e apoio consolidado entre eleitores que priorizam temas como geração de empregos, redução da pobreza e políticas sociais — áreas que ainda aparecem com avaliação positiva entre a maioria dos entrevistados.
Agenda internacional e expectativas econômicas
O levantamento mediu ainda a percepção sobre o recente encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para 45% dos entrevistados, o líder brasileiro saiu fortalecido após a reunião, o que reforça a imagem de protagonismo internacional do governo.
Quanto às relações comerciais entre os dois países, 51% acreditam que Brasil e Estados Unidos chegarão a um acordo para reduzir tarifas impostas a produtos brasileiros, o que sinaliza expectativa positiva em relação à política externa.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.






