
Um corpo foi deixado em um banheiro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí, fato que gerou forte repercussão nas redes sociais e indignação entre moradores da cidade. Nas imagens divulgadas, é possível ver o corpo coberto e colocado sobre uma maca, ao lado de uma lixeira e de um vaso sanitário.
A situação provocou críticas à forma como o local foi utilizado, sendo considerada por muitos uma falta de respeito e de dignidade no tratamento ao falecido. Após a repercussão, a direção da UPA se manifestou por meio de nota, afirmando que o espaço havia sido adaptado temporariamente para servir como necrotério, após a sala originalmente destinada a essa função ser cedida ao Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com a administração da unidade, a sala usada estava desativada e foi adaptada “respeitando todas as normas de segurança e biossegurança vigentes”. A direção também negou que o local possuísse instalações sanitárias em uso, reforçando que o espaço é utilizado “unicamente à finalidade técnica descrita”.
Confira a íntegra da nota da UPA:
A direção da UPA de São Raimundo Nonato esclarece que a sala originalmente utilizada como morgue foi cedida ao Instituto Médico Legal (IML), atendendo a uma solicitação formal do Ministério Público (MP), com o objetivo de apoiar as atividades periciais e garantir a adequada condução dos procedimentos legais.
Para assegurar a continuidade dos serviços internos, uma segunda sala, que se encontrava desativada, foi adaptada exclusivamente para a guarda temporária de corpos, respeitando todas as normas de segurança e biossegurança vigentes. É importante destacar que o referido espaço não possui e não faz uso de instalações sanitárias, como vaso sanitário ou outros itens afins, sendo destinado unicamente à finalidade técnica descrita.
A UPA de São Raimundo Nonato reforça seu compromisso com a transparência, a legalidade e a adequada utilização de seus espaços físicos, sempre em alinhamento com as determinações dos órgãos competentes e com foco na segurança e na dignidade dos serviços prestados à população.






