
O Piauí celebrou esta semana um marco histórico para a conservação ambiental: a certificação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fossilífera da Caatinga Piauiense: Félix e Ventos de São Zacarias, a primeira unidade dessa categoria criada no estado. Localizada em Simões, a reserva possui área inicial de 72,9 hectares, inserida integralmente na Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Araripe.
A iniciativa é fruto da parceria entre o proprietário da área, Francisco Pedro Félix (Nando), e a empresa Ventos de São Zacarias (VSZ), desenvolvida de forma voluntária dentro do Plano de Ação de Biodiversidade (BAP). O gesto de Nando em destinar parte de suas terras à preservação perpétua foi reconhecido como um exemplo de compromisso com o futuro e com a valorização do patrimônio natural piauiense.
Durante a solenidade de certificação, o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, Feliphe Araújo, destacou a importância da criação da RPPN para a proteção da Caatinga e do patrimônio paleontológico do estado, ressaltando o caráter pioneiro da iniciativa.
O momento foi celebrado em um encontro entre o proprietário Francisco Pedro Félix, seu filho Rômulo Félix, o secretário Feliphe Araújo, a superintendente da SEMARH, Vitória Alzenir, os auditores ambientais Átila Mesquita e José Neto, e os representantes da Ventos de São Zacarias (VSZ), Felipe Castro (CEO), Roberto Netto (Gerente de Saúde e Segurança do Trabalho) e Kalleb Oliveira (Coordenador de Meio Ambiente e Sustentabilidade).
A RPPN Fossilífera da Caatinga Piauiense teve como responsável técnico Kalleb Oliveira, engenheiro ambiental e doutorando em Bens Culturais e Projetos Sociais pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Trata-se do primeiro bem formalmente reconhecido dentro da APA Chapada do Araripe na face piauiense, representando um marco na integração entre conservação, ciência e desenvolvimento sustentável.
A área abriga importantes achados fósseis com mais de 100 milhões de anos, já pesquisados por especialistas da Universidade Federal do Piauí (UFPI), além de expressiva biodiversidade típica do bioma Caatinga.
Nando, cidadão simonense, vem há anos contribuindo com trabalhos de pesquisa científica em suas propriedades. As pesquisas, lideradas pelo professor Dr. Paulo Vitor, têm resultado em importantes publicações que evidenciam a riqueza paleontológica da região, reforçando o valor científico e patrimonial da nova reserva.
Emocionado, Nando declarou que a criação da RPPN representa a realização de um sonho e a construção de um legado para as futuras gerações, reafirmando seu compromisso pessoal com a preservação da Caatinga e da memória natural do Piauí.
Com a criação da RPPN, o estado dá um passo decisivo na valorização de seu patrimônio natural, consolidando a união entre poder público, iniciativa privada e comunidade local em prol da conservação ambiental.
Preservar é um ato de compromisso com o futuro, e o exemplo do senhor Nando traduz esse compromisso em ação concreta, abrindo caminho para uma nova fase da conservação no estado.

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