
Moradores de Paulistana realizaram um protesto nesta quinta-feira (6) em frente à unidade da Equatorial Piauí, reivindicando ações imediatas da concessionária para solucionar as constantes oscilações de energia elétrica que têm causado prejuízos em residências e estabelecimentos comerciais. Segundo relatos, os problemas têm danificado eletrodomésticos e dificultado o funcionamento de negócios locais, gerando revolta entre os consumidores.
Caso de Teresina evidencia impactos das instabilidades
A situação em Paulistana não é isolada. Em Teresina, uma mulher que trabalha como cozinheira e vendedora de marmitas danificou 11 equipamentos em uma agência da Equatorial no Centro da cidade. O ato ocorreu após mais de 15 dias sem energia elétrica em sua residência. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a cliente derrubando nove monitores e duas impressoras, visivelmente abalada, e desabafando: “Eu estou cansada, eu não aguento mais”.
Posteriormente, a consumidora publicou um vídeo pedindo desculpas aos funcionários e esclarecendo que o ato foi um desabafo extremo. “Não era culpa deles. Em momento algum quis atingi-los”, afirmou.
A Equatorial Piauí emitiu nota afirmando que respeita o direito de manifestação dos consumidores, mas repudia atos de vandalismo e danos ao patrimônio. A empresa informou que enviou equipe técnica à residência da cliente, mas não encontrou ninguém no local, e que o fornecimento de energia estava regular no imóvel.
De acordo com dados da ANEEL, os piauienses enfrentaram, em média, sete interrupções no fornecimento de energia em 2024, totalizando 21 horas e 4 minutos sem luz, mais que o dobro da média nacional. Esses índices resultaram em R$ 15,9 milhões em compensações automáticas a consumidores prejudicados pela Equatorial Piauí.
O órgão regulador utiliza dois indicadores para medir a qualidade do serviço: DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção). No caso da Equatorial Piauí, ambos ficaram acima dos limites estabelecidos, colocando o estado entre os dez piores do país em continuidade do fornecimento elétrico.
Os episódios em Paulistana e Teresina reforçam a insatisfação dos consumidores e aumentam a pressão sobre a concessionária para garantir um serviço mais confiável e seguro no Piauí.






